Sumário
ESTUDANDO O ESPAÇO TERRITORIAL DE CAJAZEIRAS
Vamos saber o que é espaço
Conhecendo o Meio Ambiente do Nosso Município.
CONHECENDO A HISTÓRIA DE CAJAZEIRAS
Vamos Conhecer a Nossa História
Vamos Conhecer os Símbolos do Nosso Município
Órgãos Assistenciais do Nosso Município
As principais Personalidades da Nossa História
ESTUDANDO OS ASPECTOS SÓCIO-CULTURAIS, POLÍTICOS E ECONÔMICOS DO MUNICÍPIO DE CAJAZEIRAS.
A Administração do Nosso Município
As Atividades Sociais do Nosso Município
A População do Nosso Município
O Nosso Folclore
As Atividades Econômicas do Município de Cajazeiras
O Turismo no Município de Cajazeiras
SOCIEDADE E MEIO AMBIENTE
O Nosso Ambiente Urbano
O Nosso Ambiente Rural
GLOSSÁRIO
SUGESTÕES BIBLIOGRÁFICAS
ESTUDANDO O ESPAÇO
TERRITORIAL DO MUNICÍPIO
DE
CAJAZEIRAS
1
Vamos saber o que é espaço.
Vamos Entender o que é Espaço
Espaço é o lugar ou área delimitada e ocupada por uma determinada coisa ou pessoas. O espaço pode ser natural ou humanizado
O espaço natural é aquele que não sofreu interferência do ser humano. Enquanto o espaço humanizado ou geográfico sofreu transformações sociais.
O espaço geográfico compreende o espaço urbano e o espaço rural.
O espaço urbano trata-se das cidades, das vilas, dos distritos e dos povoados, onde se encontram as indústrias, escolas, comércio, igrejas, praças, avenidas e ruas.
O espaço rural compreende os sítios e as fazendas, onde se encontram os animais, os plantios de feijão, milho, arroz, frutas e outros produtos que são vendidos nas cidades.
Vamos Localizar o Espaço.
Todo mundo vive em algum lugar. Vivemos no campo (sítios e fazendas), em povoados, vilas, distritos, cidades, em casa, apartamento, na rua, na praça, vivemos em algum lugar deste mundo.
Você já sabe também que nós não vivemos sozinhos. Vivemos em grupos, que formam comunidades, cidades e municípios.
O lugar onde vivemos tem uma localização em relação aos outros lugares vizinhos. Para nos localizarmos, lançamos mão dos pontos cardeais, que indicam as direções norte, sul, leste e oeste.
Você sabe o que é Município?
Município é uma divisão administrativa do Estado, com governo, leis e recursos próprios.
Todos os Estados do nosso país estão divididos em municípios. Vejamos o mapa do Estado da Paraíba e sua divisão política.
Os municípios são compreendidos em zonas rurais e urbanas. As zonas urbanas compreendem a cidade sede do município, onde está situada a Prefeitura e a Câmara dos Vereadores; os distritos e vilas são áreas povoadas dentro do município.
Na zona urbana encontramos as maiores concentrações de pessoas, casas, estabelecimentos comerciais, bancos, escolas, fábricas, igrejas, etc.
A zona rural compreende as fazendas e sítios, área de população dispersa, onde se pratica a agricultura e a pecuária.
Onde se Localiza o Nosso Município?
Você sabe que todos nós nascemos no Brasil, ele é o nosso país.
O Brasil está dividido em 26 Estados e um Distrito Federal que é Brasília, a capital do Brasil. A Paraíba é o nosso Estado.
O Brasil também está dividido em cinco regiões geográficas, Norte, Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
O Nordeste é a nossa região, onde está localizado o Estado da Paraíba. Veja no mapa do Brasil.
Cajazeiras é o nosso município que faz parte do Estado da Paraíba.
O município de Cajazeiras está localizado no alto sertão, no oeste do Estado da Paraíba, nas coordenadas geográficas de 6°53’13” de latitude sul e 38°34’41” de longitude oeste. Altitude de 298 metros e uma área de 586,27 km².
O nosso município faz fronteira com os seguintes municípios:
- São João do Rio do Peixe, ao leste e norte;
- Nazarezinho, ao leste;
- Cachoeira dos Índios e Bom Jesus, ao oeste;
- São José de Piranhas e ao sul.
Vejamos no mapa do nosso município.
Possui dois grandes distritos, Engenheiros Ávidos e Divinópolis.
Sugestões de Atividades
Para você fazer com a sua Professora
1.Desenhe e pinte no seu caderno a rosa dos ventos, citandos todos os pontos de orientação.
Responda no seu caderno
1.Diga o que é município e distrito.
2.De qual Estado faz parte o nosso município?
3. Explique o que significa zona urbana e zona rural.
4.Observe o mapa do Estado da Paraíba e diga quais são os municípios que fazem fronteiras com o nosso município.
5.Dê a localização, as coordenadas geográficas, a altitude e a extensão do município de Cajazeiras.
Confeccione um painel
1.Desenhe e pinte em uma cartolina, como você acha que era nossa região no passado.
2.Desenhe em folha de papel ofício o mapa do Estado da Paraíba, destacando o município de Cajazeiras com uma cor preferida por você.
3.Procure em jornais locais figuras de estabelecimentos comerciais, escolas, repartições públicas e outras. Faça um painel demonstrando os aspectos da cidades de Cajazeiras.
Escreva no seu caderno, os significados das seguintes palavras.
a) Espaço natural;
b) Espaço humanizado;
c) Longitude;
d) Município;
e) Latitude.
Faça a cruzadinha no seu caderno
a)Horizontal:
1.O que respiramos?
2.Ponto Cardeal.
3.Divisão administrativa do Estado da Paraíba.
4.O nosso Estado.
5.Lugar público.
b)Vertical:
1.Zona rural.
2.Via pública.
3.Determinado lugar.
1
2 E 3
1 2 S
3 P
4 A
5 Ç
O
2
Conhecendo o Meio Ambiente do Nosso Município.
Estudando o Meio Ambiente
O meio ambiente compreende as condições e as influências da natureza que cercam o ser vivo ou uma comunidade.
O ser humano é parte da natureza. Você também é natureza.
A natureza é o nosso planeta: a atmosfera, o solo, as águas, as plantas, os animais e os seres humanos.
Também é natureza a noite e o dia, o sol e as chuvas, o verão, o inverno, o outono e a primavera.
As pessoas que moram no campo percebem mais facilmente o quanto a nossa vida está ligada à natureza. Essa ligação está no alimento que comemos, no ar que respiramos, na noite que usamos para descanso, etc.
Um rio poluído e a queima de uma mata ameaçam a saúde do meio ambiente e conseqüentemente a vida do próprio ser humano.
O meio ambiente é tudo o que rodeia os seres vivos. É tudo o que ajuda este planeta a viver. A qualidade de vida dos ambientes depende diretamente da ação humana. Os diversos ambientes existentes ao nosso redor variam muito em qualidade de vida, refletindo as diferenças que separam as pessoas em nossa sociedade.
Vendo que a natureza se esgota e pode morrer, vários grupos de pessoas lutam no mundo todo pela preservação da natureza e a conservação dos recursos naturais. Elas lutam para evitar a poluição das águas, do ar, do solo, a destruição das matas e florestas. Essas pessoas, através de movimentos ecológicos e ambientalistas, grupos verdes, partidos políticos, grêmios estudantis, sindicatos, associações de moradores e de outras organizações coletivas, lutam pela qualidade de vida, em defesa de um ambiente equilibrado.
Em algumas cidades já existe a coleta seletiva do lixo. O papel, o vidro, os metais, a casca dos vegetais, as latas, tudo isso pode ser reaproveitado.
Ou você preserva a natureza, ou você more também com ela. Pense um pouco nisto!
O Nosso Relevo
Você já observou que o chão em que pisa, constrói casa, planta e cria animais não é somente plano; ele é variado, isto é, cheio de altos e baixos. Essas formas são chamadas de relevo. O relevo é formado pelas diferenças que existem entre os terrenos.
Essas diferenças do relevo são chamadas de altitude e são medidas a partir do nível do mar. Quando se diz que um lugar está a 300 metros de altitude, quer dizer que está 300 metros acima do nível do mar.
O relevo do nosso município tem terrenos altos, baixos e planos, com morros, serras e baixios nos vales dos rios e dos riachos.
As principais elevações do relevo no município de Cajazeiras são: a Serra da Arara, Serra Vermelha e Serrote Verde. Destaca-se também o Morro do Cristo Rei, localizado na zona leste da cidade de Cajazeiras.
A Nossa Hidrografia
Todo lugar é formado por elementos da natureza e pelo trabalho realizado pelo ser humano.
Trabalhando a natureza, o ser humano constrói o seu lugar. Nessa construção, o ser humano usa os recursos da natureza, como a água, os vegetais, o solo, os minerais, etc.
Um dos recursos mais importante para a sociedade humana é a água. As plantas, os animais e o ser humano não podem existir sem água. Sem ela simplesmente não podemos viver.
Encontramos esse precioso líquido nos rios, nos açudes e nas barragens. No entanto, a ação humana sobre a natureza vem contaminando os rios, açudes e barragens através de esgotos, do lixo urbano e de detritos industriais.
O ser humano modifica os rios e riachos, construindo açudes, barragens e canais para irrigação.
A nossa hidrografia compreende os rios, os riachos, lagoas e os açudes construídos pelo homem.
No nosso município, os principais rios são: o rio São José e o rio Piranhas.
O rio São José nasce na serra do Balanço no município de Cachoeira dos Índios, na divisa do Estado da Paraíba com o Estado do Ceará. Separa o nosso município dos municípios de Cachoeira dos Índios e Bom Jesus. Nesse rio foi construído o Açude Lagoa do Arroz, no Sítio Serragem, na divisa do nosso município com o município de Bom Jesus.
O rio São José deságua no rio do Peixe, afluente da margem esquerda do rio Piranhas
O rio Piranhas nasce na serra da Arara, no município de Conceição, na divisa do Estado da Paraíba com o Estado do Ceará. Separa o município de Cajazeiras do município de São José de Piranhas.
No rio Piranhas foi construído o Açude de engenheiro Ávidos, conhecido como açude de boqueirão, na divisa do município de Cajazeiras com São José de Piranhas, com a capacidade de 225 milhões de metros cúbicos de água.
Os principais riachos são: riacho do Santo Antonio, riacho do 32, riacho do Escurinho e riacho do Zé Dias.
As principais lagoas são: Lagoa de Lajes (no Sítio Lagoa de Lajes), Lagoa Santo Antonio (Sítio Santo Antonio) e Lagoa Curicaca (Sítio Curicaca).
O Nosso Clima
O clima é o resultado habitual do comportamento do calor e do frio, da quantidade de chuvas e da intensidade dos ventos em determinado lugar.
O clima influi muito na vida da vegetação, dos rios, dos animais e dos seres humanos.
Cada lugar tem seu clima, com sua temperatura, sua umidade, sua pressão atmosférica e seus ventos. O clima de um determinado lugar depende de vários fatores, entre eles a localização.
Como você sabe, o nosso município está localizado no Alto Sertão da Paraíba e na zona tropical, o clima da região é quente e seco, denominado de Clima Tropical Semi-Árido, com temperaturas médias elevadas, geralmente superiores a 25° C, e com chuvas irregulares no verão e outono, um longo período de estiagem no inverno e na primavera.
Quando a chuva falta por muito tempo, os açudes, as lagoas e os rios secam, as plantações morrem, o gado emagrece e muitas pessoas migram para outras regiões em busca da sobrevivência.
A Vegetação do Nosso Município.
Chamamos de vegetação todos os tipos de plantas que cobrem a superfície de um lugar. Ela pode ser nativa ou composta de vegetais plantados e cultivados pelo homem.
As plantas são muito úteis à vida dos seres humanos. Veja quanta coisa nos é fornecida pelos vegetais: madeira, alimentos, vestuário, remédios. Isto sem falar na importância da vegetação na conservação dos rios, na proteção do solo contra a erosão e na renovação do ar.
Mesmo sabendo da importância das plantas para a vida do planeta e, mais ainda, que a devastação provoca um desequilíbrio total no meio ambiente, o homem continua devastando o que ainda existe de vegetação nativa.
A vegetação depende das condições do clima. Em lugares que chovem muito o clima é úmido e existem florestas, nos lugares que chovem pouco o clima é seco. No caso do nosso município que o clima é quente e seco, a vegetação é constituída por plantas que resistem à seca, como o mandacaru, o xiquexique, a jurema, o mufumbo, o juazeiro, o marmeleiro e outras que podemos encontrar na região.
A vegetação predominante no município de Cajazeiras é a Caatinga, que se encontra completamente alterada pela atividade humana.
Vegetação de Caatinga – Sítio Penha – Cajazeiras/PB
Como ocorre com os demais tipos de vegetação, a caatinga também está ameaçada pelas queimadas, corte de árvores para lenha, carvão e pelas freqüentes secas.
Árvore Seca
Cristiano Cartaxo
Meu coração, cansado, não responde
Mais ao rumor de antigas harmonias.
Não há nem uma só. Sequer, que o ronde
Das ilusões daqueles belos dias.
Sou uma árvore velha, já sem frande,
Em que, fugindo ao sol e às calmarias,
Os passarinhos não encontram onde
Trinolejar festivas melodias.
Sem folhas e sem flores. Ermos ninhos,
Pendurados na ponta dos espinhos,
Enquanto no alto fulge o firmamento!
E a árvore que fui, nos tempos idos,
Agora só se escutam ais, gemidos
De galhos secos estalando ao vento.
Sugestões de Atividades
Para você fazer com a sua Professora
Leia, cante juntamente com sua professora e seus colegas, depois procure entender qual a mensagem da música interpretada por Luiz Gonzaga.
Asa Branca
Quando olhei a terra ardendo
Qual fogueira de São João
Eu perguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação. (bis)
Que braseiro, que “fornaia”
Nem um pé de “prantação”
Por falta d’água perdi meu gado
Morreu de sede o meu alazão.
Inté mesmo a Asa Branca
Bateu asas do sertão
Entonce eu disse, adeus Rosinha
Guarda contigo o meu coração. (bis)
Hoje longe muitas léguas
Numa triste solidão
Espero a chuva cair de novo
Pra mim voltar, viu
Pro meu sertão.
Quando o verde dos teus olhos
Se espalhar na plantação
Eu te asseguro, não chores não, viu
Que eu voltarei, viu, pra meu sertão.
Responda no seu caderno
1.Há alguma modificação no relevo feita pelo homem que está prejudicando o meio ambiente no nosso município?
2.Como é o relevo perto de onde você mora? E nas outras partes do nosso município?
3.Quais são as principais elevações do nosso município?
4.Escreva os nome dos principais rios e riachos do município de Cajazeiras.
5.Diga de que forma são utilizados as águas dos rios e riachos do nosso município.
6.De que forma os mananciais do nosso município são poluídos?
7.Qual o açude que fornece água para o abastecimento de nossa cidade?
8.Cite o clima predominante no nosso município e suas principais características.
9.Quais as interferências que o clima causa na vida da população do nosso município?
10.Escreva o nome e as principais características da vegetação predominante no município de Cajazeiras.
11.Existe área de proteção e conservação no nosso município? Qual?
12.O que a prefeitura e a comunidade vêm fazendo pela conservação e preservação da natureza?
13.Como é o verde na sua escola? Há plantas na sua escola? Os jardins são bem cuidados?
Consulte e escreva nos quadradinhos sobre o Meio Ambiente
1. Conjunto das diferenças de nível da superfície terrestre.
2.Manter a natureza intocável.
3.Zona climática da Terra, na qual o nosso município está localizado.
4.Ciências que estuda os rios, lagos e lagoas.
5.Clima Predominante no município de Cajazeiras.
6.Vegetação nativa do nosso município.
Leia o texto e responda as questões abaixo:
O desmatamento, os incêndios, as coivaras ou queimadas causam grandes danos ao solo, à vegetação e ao clima. Isso provocando verdadeiros desastres a nossa caatinga.
Todos devem defender a preservação da natureza. Constitui um crime contra a vida, poluir os rios, os açudes, as lagoas, derrubar as árvores e destruir a fauna.
A derrubada das nossas árvores, para a agricultura de subsistência e pastagem para o gado, poderá transformar a nossa zona rural em imensos desertos.
1.Por que os agricultores desmatam e fazem queimadas sem preservar algumas espécies da nossa vegetação?
2.Procure no dicionário os significados das seguintes palavras:
a)Preservação;
b)Conservação;
c)Poluição;
d)Fauna;
e)Degradação;
f)Meio ambiente.
3.Que tipo de poluição ocorre nos rios, riachos, açudes e lagoas do município de Cajazeiras?
Leia o texto.
No curso de alguns riachos do nosso município foram construídos açudes e barragens. Suas águas são usadas para irrigação e abastecimento das populações e animais.
1.Pesquise e responda sobre o Açude Grande de Cajazeiras.
a)Em que riacho esse açude foi construído?
b)Em que ano foi construída a segunda barragem do Açude Grande?
c)Na sua opinião, o que deveria ser feito para evitar a poluição das águas do Açude Grande de Cajazeiras?
CONHECENDO A HISTÓRIA
DE
CAJAZEIRAS
1
Vamos Conhecer a Nossa História
Os primeiros donos da nossa terra
Há muito tempo atrás, antes dos nossos avós nascerem, o nosso município não era como hoje.
Existiam, por aqui, matas, muitos pássaros (como o canário, a graúna, a asa branca, o tucano, o jacu e outros pássaros que não existem mais), animais (como a onça, o lobo, o guará e outros).
Por aqui, viviam os índios da tribo Icó. Eles moravam em ocas, cultivavam o milho, feijão e mandioca para o seu próprio alimento. Caçavam nas matas e pescavam nos rios e riachos como o rio São José e o riacho do São Antonio.
A origem do nome Cajazeiras
A origem da nossa cidade segundo os mais antigos, foi no “Sítio Cajazeiras”, onde existiam frondosas e numerosas cajazeiras.
No dia 7 de setembro de 1767, o então governador da Capitania, Jerônimo José de Melo fez a doação ao pernambucano Luís Gomes de Albuquerque de uma sesmaria, onde estava localizado o Sítio Cajazeiras.
Luís Gomes de Albuquerque fez a doação do Sítio à sua filha Ana Francisca de Albuquerque que contraiu matrimônio no dia 10 de fevereiro de 1795 com o cearense Vital de Souza Rolim, transformaram o sítio em uma grande fazenda de gado.
A Fazenda Cajazeiras
Nas margens do riacho que atravessava a fazenda, construíram em 1804, uma ampla casa residencial conhecida como A Casa Grande da Fazenda, hoje sede do Cajazeiras Tênis Clube.
Foto do arquivo do Sr. Borracha
Próximo à casa grande da fazenda foi construído um grande açude, que abastecia os moradores da localidade e a criação de animais da fazenda.
Do casar nasceram 10 filhos, entre eles nasceu Ignácio de Souza Rolim, em 22 de agosto de 1800, no Sítio Serrote, propriedade dos avós maternos Luís Gomes de Albuquerque e Luíza Maria do Espírito Santo.
Em 1825, Ignácio de Souza Rolim ordenou-se sacerdote no Seminário de Olinda, Pernambuco.
Em 1836, Ana Francisca de Albuquerque iniciou a construção da Capela de Nossa Senhora da Piedade, da qual era devota.
Em 1843, o Padre Ignácio de Souza Rolim retorna à Fazenda Cajazeiras e instala no Sítio Serraria uma “Casa Escola”, mais tarde denominada de Colégio, no qual vieram alunos de diversos locais da Paraíba e dos Estados vizinhos para estudar com o Padre Ignácio Rolim.
A partir da fundação do Colégio do Padre Ignácio Rolim surgiram dezenas de casas construídas para abrigar famílias que vinham de outras localidades, principalmente do vizinho Estado do Ceará.
No dia 29 de agosto de 1859, por força da Lei Provincial n° 05, a Fazenda Cajazeiras passa a ser Distrito de Cajazeiras, sob a dependência do município de Pombal. A capela do povoado de Cajazeiras foi elevada à matriz, a imagem de Nossa Senhora da Piedade foi escolhida com a padroeira.
Mãe Aninha
Cristiano Cartaxo Rolim
Quem foi essa mulher, heróica e santa,
que embalou Cajazeiras nos seus braços?
E encaminhou os seus primeiros passos,
Com tanto amor e com ternura tanta?
Quem foi? Mulher cujo perfil suplanta
Outras que a História esculpe em fortes traços...
Vultos assim, tão grandes quanto escassos,
A gente ao vê-los como que se espanta!
-Essa mulher de perenal encanto,
que deu à igreja um padre, um sábio, um santo,
dir-te-ei o nome, para que não penses
que talvez seja fantasia minha:
foi Ana Albuquerque, “Mãe Aninha”,
a mãe de todos os cajazeirenses.
A Vila Cajazeiras
Em 23 de novembro de 1863, o Presidente da Província da Paraíba do Norte, Francisco de Araújo Lima, sancionou a Lei Provincial n° 92, criando o município de Cajazeiras, desmembrando-o do município de Sousa, e a sua sede foi elevada à categoria de vila.
A Cidade de Cajazeiras
A instalação do município de Cajazeiras se deu em 20 de junho de 1864, tendo assumido o governo municipal o Presidente da Câmara municipal Padre José Tomaz de Albuquerque. Através da Lei n° 616, de 10 de julho de 1876, a Vila Cajazeiras foi elevada à categoria de cidade.
Cajazeiras apesar de ter sido elevada a categoria de cidade no dia 10 de julho, a Câmara Municipal, no ano de 1948 aprovou um projeto de autoria do então vereador Germiniano de Sousa que estabeleceu o dia 22 de agosto, dia do nascimento do Padre Ignácio de Souza Rolim, para ser comemorado o dia da cidade, transformando em feriado municipal.
Sugestões de Atividades
Para você fazer com a sua Professora
1.Faça uma pesquisa sobre os índios Icós.
2.Pesquisa nas Bibliotecas da cidade sobre a biografia do Padre Rolim.
Responda no seu caderno
1. Quem habitava em Cajazeiras antes da chegada dos colonizadores portugueses?
2. O que deu origem ao nome Cajazeiras?
3.Quem foi Vital de Souza Rolim?
4. Cajazeiras apesar de ter sido elevada a categoria de cidade no dia 10 de julho. Por que o dia da cidade é comemorado no dia 22 de agosto e não no dia 10 de julho?
5.Quem sancionou a Lei Provincial n° 92, criando o município de Cajazeiras, desmembrando-o do município de Sousa, e a sua sede foi elevada à categoria de vila?
Marque com X a resposta correta.
1.Os primeiros donos da nossa terra foram:
a( )Os portugueses;
b( )A família Rolim;
c( )Os índios da tribo Iço;
d( )A família Albuquerque.
2.Padroeira da cidade de Cajazeiras, escolhida por Mãe Aninha:
a( )Nossa Senhora de Fátima;
b( )Nossa Senhora da Piedade;
c( )Nossa Senhora dos Remédios.
3.Data em que a Vila Cajazeiras foi elevada a categoria de cidade:
a( )22 de agosto de 1822;
b( )23 de novembro de 1863;
c( )29 de agosto de 1859;
d( )10 de julho de 1876.
Escreva nos quadrinhos:
1.O nome do pai de Mãe Aninha.
2.O nome do pai do Padre Rolim.
3.Sítio onde nasceu o padre Ignácio de Souza Rolim.
4.Fundador da cidade de Cajazeiras.
5.O nome da mãe do padre Rolim.
Sumário
ESTUDANDO O ESPAÇO TERRITORIAL DE CAJAZEIRAS
Vamos saber o que é espaço
Conhecendo o Meio Ambiente do Nosso Município.
CONHECENDO A HISTÓRIA DE CAJAZEIRAS
Vamos Conhecer a Nossa História
Vamos Conhecer os Símbolos do Nosso Município
Órgãos Assistenciais do Nosso Município
As principais Personalidades da Nossa História
ESTUDANDO OS ASPECTOS SÓCIO-CULTURAIS, POLÍTICOS E ECONÔMICOS DO MUNICÍPIO DE CAJAZEIRAS.
A Administração do Nosso Município
As Atividades Sociais do Nosso Município
A População do Nosso Município
O Nosso Folclore
As Atividades Econômicas do Município de Cajazeiras
O Turismo no Município de Cajazeiras
SOCIEDADE E MEIO AMBIENTE
O Nosso Ambiente Urbano
O Nosso Ambiente Rural
GLOSSÁRIO
SUGESTÕES BIBLIOGRÁFICAS
ESTUDANDO O ESPAÇO
TERRITORIAL DO MUNICÍPIO
DE
CAJAZEIRAS
1
Vamos saber o que é espaço.
Vamos Entender o que é Espaço
Espaço é o lugar ou área delimitada e ocupada por uma determinada coisa ou pessoas. O espaço pode ser natural ou humanizado
O espaço natural é aquele que não sofreu interferência do ser humano. Enquanto o espaço humanizado ou geográfico sofreu transformações sociais.
O espaço geográfico compreende o espaço urbano e o espaço rural.
O espaço urbano trata-se das cidades, das vilas, dos distritos e dos povoados, onde se encontram as indústrias, escolas, comércio, igrejas, praças, avenidas e ruas.
O espaço rural compreende os sítios e as fazendas, onde se encontram os animais, os plantios de feijão, milho, arroz, frutas e outros produtos que são vendidos nas cidades.
Vamos Localizar o Espaço.
Todo mundo vive em algum lugar. Vivemos no campo (sítios e fazendas), em povoados, vilas, distritos, cidades, em casa, apartamento, na rua, na praça, vivemos em algum lugar deste mundo.
Você já sabe também que nós não vivemos sozinhos. Vivemos em grupos, que formam comunidades, cidades e municípios.
O lugar onde vivemos tem uma localização em relação aos outros lugares vizinhos. Para nos localizarmos, lançamos mão dos pontos cardeais, que indicam as direções norte, sul, leste e oeste.
Você sabe o que é Município?
Município é uma divisão administrativa do Estado, com governo, leis e recursos próprios.
Todos os Estados do nosso país estão divididos em municípios. Vejamos o mapa do Estado da Paraíba e sua divisão política.
Os municípios são compreendidos em zonas rurais e urbanas. As zonas urbanas compreendem a cidade sede do município, onde está situada a Prefeitura e a Câmara dos Vereadores; os distritos e vilas são áreas povoadas dentro do município.
Na zona urbana encontramos as maiores concentrações de pessoas, casas, estabelecimentos comerciais, bancos, escolas, fábricas, igrejas, etc.
A zona rural compreende as fazendas e sítios, área de população dispersa, onde se pratica a agricultura e a pecuária.
Onde se Localiza o Nosso Município?
Você sabe que todos nós nascemos no Brasil, ele é o nosso país.
O Brasil está dividido em 26 Estados e um Distrito Federal que é Brasília, a capital do Brasil. A Paraíba é o nosso Estado.
O Brasil também está dividido em cinco regiões geográficas, Norte, Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
O Nordeste é a nossa região, onde está localizado o Estado da Paraíba. Veja no mapa do Brasil.
Cajazeiras é o nosso município que faz parte do Estado da Paraíba.
O município de Cajazeiras está localizado no alto sertão, no oeste do Estado da Paraíba, nas coordenadas geográficas de 6°53’13” de latitude sul e 38°34’41” de longitude oeste. Altitude de 298 metros e uma área de 586,27 km².
O nosso município faz fronteira com os seguintes municípios:
- São João do Rio do Peixe, ao leste e norte;
- Nazarezinho, ao leste;
- Cachoeira dos Índios e Bom Jesus, ao oeste;
- São José de Piranhas e ao sul.
Vejamos no mapa do nosso município.
Possui dois grandes distritos, Engenheiros Ávidos e Divinópolis.
Sugestões de Atividades
Para você fazer com a sua Professora
1.Desenhe e pinte no seu caderno a rosa dos ventos, citandos todos os pontos de orientação.
Responda no seu caderno
1.Diga o que é município e distrito.
2.De qual Estado faz parte o nosso município?
3. Explique o que significa zona urbana e zona rural.
4.Observe o mapa do Estado da Paraíba e diga quais são os municípios que fazem fronteiras com o nosso município.
5.Dê a localização, as coordenadas geográficas, a altitude e a extensão do município de Cajazeiras.
Confeccione um painel
1.Desenhe e pinte em uma cartolina, como você acha que era nossa região no passado.
2.Desenhe em folha de papel ofício o mapa do Estado da Paraíba, destacando o município de Cajazeiras com uma cor preferida por você.
3.Procure em jornais locais figuras de estabelecimentos comerciais, escolas, repartições públicas e outras. Faça um painel demonstrando os aspectos da cidades de Cajazeiras.
Escreva no seu caderno, os significados das seguintes palavras.
a) Espaço natural;
b) Espaço humanizado;
c) Longitude;
d) Município;
e) Latitude.
Faça a cruzadinha no seu caderno
a)Horizontal:
1.O que respiramos?
2.Ponto Cardeal.
3.Divisão administrativa do Estado da Paraíba.
4.O nosso Estado.
5.Lugar público.
b)Vertical:
1.Zona rural.
2.Via pública.
3.Determinado lugar.
1
2 E 3
1 2 S
3 P
4 A
5 Ç
O
2
Conhecendo o Meio Ambiente do Nosso Município.
Estudando o Meio Ambiente
O meio ambiente compreende as condições e as influências da natureza que cercam o ser vivo ou uma comunidade.
O ser humano é parte da natureza. Você também é natureza.
A natureza é o nosso planeta: a atmosfera, o solo, as águas, as plantas, os animais e os seres humanos.
Também é natureza a noite e o dia, o sol e as chuvas, o verão, o inverno, o outono e a primavera.
As pessoas que moram no campo percebem mais facilmente o quanto a nossa vida está ligada à natureza. Essa ligação está no alimento que comemos, no ar que respiramos, na noite que usamos para descanso, etc.
Um rio poluído e a queima de uma mata ameaçam a saúde do meio ambiente e conseqüentemente a vida do próprio ser humano.
O meio ambiente é tudo o que rodeia os seres vivos. É tudo o que ajuda este planeta a viver. A qualidade de vida dos ambientes depende diretamente da ação humana. Os diversos ambientes existentes ao nosso redor variam muito em qualidade de vida, refletindo as diferenças que separam as pessoas em nossa sociedade.
Vendo que a natureza se esgota e pode morrer, vários grupos de pessoas lutam no mundo todo pela preservação da natureza e a conservação dos recursos naturais. Elas lutam para evitar a poluição das águas, do ar, do solo, a destruição das matas e florestas. Essas pessoas, através de movimentos ecológicos e ambientalistas, grupos verdes, partidos políticos, grêmios estudantis, sindicatos, associações de moradores e de outras organizações coletivas, lutam pela qualidade de vida, em defesa de um ambiente equilibrado.
Em algumas cidades já existe a coleta seletiva do lixo. O papel, o vidro, os metais, a casca dos vegetais, as latas, tudo isso pode ser reaproveitado.
Ou você preserva a natureza, ou você more também com ela. Pense um pouco nisto!
O Nosso Relevo
Você já observou que o chão em que pisa, constrói casa, planta e cria animais não é somente plano; ele é variado, isto é, cheio de altos e baixos. Essas formas são chamadas de relevo. O relevo é formado pelas diferenças que existem entre os terrenos.
Essas diferenças do relevo são chamadas de altitude e são medidas a partir do nível do mar. Quando se diz que um lugar está a 300 metros de altitude, quer dizer que está 300 metros acima do nível do mar.
O relevo do nosso município tem terrenos altos, baixos e planos, com morros, serras e baixios nos vales dos rios e dos riachos.
As principais elevações do relevo no município de Cajazeiras são: a Serra da Arara, Serra Vermelha e Serrote Verde. Destaca-se também o Morro do Cristo Rei, localizado na zona leste da cidade de Cajazeiras.
A Nossa Hidrografia
Todo lugar é formado por elementos da natureza e pelo trabalho realizado pelo ser humano.
Trabalhando a natureza, o ser humano constrói o seu lugar. Nessa construção, o ser humano usa os recursos da natureza, como a água, os vegetais, o solo, os minerais, etc.
Um dos recursos mais importante para a sociedade humana é a água. As plantas, os animais e o ser humano não podem existir sem água. Sem ela simplesmente não podemos viver.
Encontramos esse precioso líquido nos rios, nos açudes e nas barragens. No entanto, a ação humana sobre a natureza vem contaminando os rios, açudes e barragens através de esgotos, do lixo urbano e de detritos industriais.
O ser humano modifica os rios e riachos, construindo açudes, barragens e canais para irrigação.
A nossa hidrografia compreende os rios, os riachos, lagoas e os açudes construídos pelo homem.
No nosso município, os principais rios são: o rio São José e o rio Piranhas.
O rio São José nasce na serra do Balanço no município de Cachoeira dos Índios, na divisa do Estado da Paraíba com o Estado do Ceará. Separa o nosso município dos municípios de Cachoeira dos Índios e Bom Jesus. Nesse rio foi construído o Açude Lagoa do Arroz, no Sítio Serragem, na divisa do nosso município com o município de Bom Jesus.
O rio São José deságua no rio do Peixe, afluente da margem esquerda do rio Piranhas
O rio Piranhas nasce na serra da Arara, no município de Conceição, na divisa do Estado da Paraíba com o Estado do Ceará. Separa o município de Cajazeiras do município de São José de Piranhas.
No rio Piranhas foi construído o Açude de engenheiro Ávidos, conhecido como açude de boqueirão, na divisa do município de Cajazeiras com São José de Piranhas, com a capacidade de 225 milhões de metros cúbicos de água.
Os principais riachos são: riacho do Santo Antonio, riacho do 32, riacho do Escurinho e riacho do Zé Dias.
As principais lagoas são: Lagoa de Lajes (no Sítio Lagoa de Lajes), Lagoa Santo Antonio (Sítio Santo Antonio) e Lagoa Curicaca (Sítio Curicaca).
O Nosso Clima
O clima é o resultado habitual do comportamento do calor e do frio, da quantidade de chuvas e da intensidade dos ventos em determinado lugar.
O clima influi muito na vida da vegetação, dos rios, dos animais e dos seres humanos.
Cada lugar tem seu clima, com sua temperatura, sua umidade, sua pressão atmosférica e seus ventos. O clima de um determinado lugar depende de vários fatores, entre eles a localização.
Como você sabe, o nosso município está localizado no Alto Sertão da Paraíba e na zona tropical, o clima da região é quente e seco, denominado de Clima Tropical Semi-Árido, com temperaturas médias elevadas, geralmente superiores a 25° C, e com chuvas irregulares no verão e outono, um longo período de estiagem no inverno e na primavera.
Quando a chuva falta por muito tempo, os açudes, as lagoas e os rios secam, as plantações morrem, o gado emagrece e muitas pessoas migram para outras regiões em busca da sobrevivência.
A Vegetação do Nosso Município.
Chamamos de vegetação todos os tipos de plantas que cobrem a superfície de um lugar. Ela pode ser nativa ou composta de vegetais plantados e cultivados pelo homem.
As plantas são muito úteis à vida dos seres humanos. Veja quanta coisa nos é fornecida pelos vegetais: madeira, alimentos, vestuário, remédios. Isto sem falar na importância da vegetação na conservação dos rios, na proteção do solo contra a erosão e na renovação do ar.
Mesmo sabendo da importância das plantas para a vida do planeta e, mais ainda, que a devastação provoca um desequilíbrio total no meio ambiente, o homem continua devastando o que ainda existe de vegetação nativa.
A vegetação depende das condições do clima. Em lugares que chovem muito o clima é úmido e existem florestas, nos lugares que chovem pouco o clima é seco. No caso do nosso município que o clima é quente e seco, a vegetação é constituída por plantas que resistem à seca, como o mandacaru, o xiquexique, a jurema, o mufumbo, o juazeiro, o marmeleiro e outras que podemos encontrar na região.
A vegetação predominante no município de Cajazeiras é a Caatinga, que se encontra completamente alterada pela atividade humana.
Vegetação de Caatinga – Sítio Penha – Cajazeiras/PB
Como ocorre com os demais tipos de vegetação, a caatinga também está ameaçada pelas queimadas, corte de árvores para lenha, carvão e pelas freqüentes secas.
Árvore Seca
Cristiano Cartaxo
Meu coração, cansado, não responde
Mais ao rumor de antigas harmonias.
Não há nem uma só. Sequer, que o ronde
Das ilusões daqueles belos dias.
Sou uma árvore velha, já sem frande,
Em que, fugindo ao sol e às calmarias,
Os passarinhos não encontram onde
Trinolejar festivas melodias.
Sem folhas e sem flores. Ermos ninhos,
Pendurados na ponta dos espinhos,
Enquanto no alto fulge o firmamento!
E a árvore que fui, nos tempos idos,
Agora só se escutam ais, gemidos
De galhos secos estalando ao vento.
Sugestões de Atividades
Para você fazer com a sua Professora
Leia, cante juntamente com sua professora e seus colegas, depois procure entender qual a mensagem da música interpretada por Luiz Gonzaga.
Asa Branca
Quando olhei a terra ardendo
Qual fogueira de São João
Eu perguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação. (bis)
Que braseiro, que “fornaia”
Nem um pé de “prantação”
Por falta d’água perdi meu gado
Morreu de sede o meu alazão.
Inté mesmo a Asa Branca
Bateu asas do sertão
Entonce eu disse, adeus Rosinha
Guarda contigo o meu coração. (bis)
Hoje longe muitas léguas
Numa triste solidão
Espero a chuva cair de novo
Pra mim voltar, viu
Pro meu sertão.
Quando o verde dos teus olhos
Se espalhar na plantação
Eu te asseguro, não chores não, viu
Que eu voltarei, viu, pra meu sertão.
Responda no seu caderno
1.Há alguma modificação no relevo feita pelo homem que está prejudicando o meio ambiente no nosso município?
2.Como é o relevo perto de onde você mora? E nas outras partes do nosso município?
3.Quais são as principais elevações do nosso município?
4.Escreva os nome dos principais rios e riachos do município de Cajazeiras.
5.Diga de que forma são utilizados as águas dos rios e riachos do nosso município.
6.De que forma os mananciais do nosso município são poluídos?
7.Qual o açude que fornece água para o abastecimento de nossa cidade?
8.Cite o clima predominante no nosso município e suas principais características.
9.Quais as interferências que o clima causa na vida da população do nosso município?
10.Escreva o nome e as principais características da vegetação predominante no município de Cajazeiras.
11.Existe área de proteção e conservação no nosso município? Qual?
12.O que a prefeitura e a comunidade vêm fazendo pela conservação e preservação da natureza?
13.Como é o verde na sua escola? Há plantas na sua escola? Os jardins são bem cuidados?
Consulte e escreva nos quadradinhos sobre o Meio Ambiente
1. Conjunto das diferenças de nível da superfície terrestre.
2.Manter a natureza intocável.
3.Zona climática da Terra, na qual o nosso município está localizado.
4.Ciências que estuda os rios, lagos e lagoas.
5.Clima Predominante no município de Cajazeiras.
6.Vegetação nativa do nosso município.
Leia o texto e responda as questões abaixo:
O desmatamento, os incêndios, as coivaras ou queimadas causam grandes danos ao solo, à vegetação e ao clima. Isso provocando verdadeiros desastres a nossa caatinga.
Todos devem defender a preservação da natureza. Constitui um crime contra a vida, poluir os rios, os açudes, as lagoas, derrubar as árvores e destruir a fauna.
A derrubada das nossas árvores, para a agricultura de subsistência e pastagem para o gado, poderá transformar a nossa zona rural em imensos desertos.
1.Por que os agricultores desmatam e fazem queimadas sem preservar algumas espécies da nossa vegetação?
2.Procure no dicionário os significados das seguintes palavras:
a)Preservação;
b)Conservação;
c)Poluição;
d)Fauna;
e)Degradação;
f)Meio ambiente.
3.Que tipo de poluição ocorre nos rios, riachos, açudes e lagoas do município de Cajazeiras?
Leia o texto.
No curso de alguns riachos do nosso município foram construídos açudes e barragens. Suas águas são usadas para irrigação e abastecimento das populações e animais.
1.Pesquise e responda sobre o Açude Grande de Cajazeiras.
a)Em que riacho esse açude foi construído?
b)Em que ano foi construída a segunda barragem do Açude Grande?
c)Na sua opinião, o que deveria ser feito para evitar a poluição das águas do Açude Grande de Cajazeiras?
CONHECENDO A HISTÓRIA
DE
CAJAZEIRAS
1
Vamos Conhecer a Nossa História
Os primeiros donos da nossa terra
Há muito tempo atrás, antes dos nossos avós nascerem, o nosso município não era como hoje.
Existiam, por aqui, matas, muitos pássaros (como o canário, a graúna, a asa branca, o tucano, o jacu e outros pássaros que não existem mais), animais (como a onça, o lobo, o guará e outros).
Por aqui, viviam os índios da tribo Icó. Eles moravam em ocas, cultivavam o milho, feijão e mandioca para o seu próprio alimento. Caçavam nas matas e pescavam nos rios e riachos como o rio São José e o riacho do São Antonio.
A origem do nome Cajazeiras
A origem da nossa cidade segundo os mais antigos, foi no “Sítio Cajazeiras”, onde existiam frondosas e numerosas cajazeiras.
No dia 7 de setembro de 1767, o então governador da Capitania, Jerônimo José de Melo fez a doação ao pernambucano Luís Gomes de Albuquerque de uma sesmaria, onde estava localizado o Sítio Cajazeiras.
Luís Gomes de Albuquerque fez a doação do Sítio à sua filha Ana Francisca de Albuquerque que contraiu matrimônio no dia 10 de fevereiro de 1795 com o cearense Vital de Souza Rolim, transformaram o sítio em uma grande fazenda de gado.
A Fazenda Cajazeiras
Nas margens do riacho que atravessava a fazenda, construíram em 1804, uma ampla casa residencial conhecida como A Casa Grande da Fazenda, hoje sede do Cajazeiras Tênis Clube.
Foto do arquivo do Sr. Borracha
Próximo à casa grande da fazenda foi construído um grande açude, que abastecia os moradores da localidade e a criação de animais da fazenda.
Do casar nasceram 10 filhos, entre eles nasceu Ignácio de Souza Rolim, em 22 de agosto de 1800, no Sítio Serrote, propriedade dos avós maternos Luís Gomes de Albuquerque e Luíza Maria do Espírito Santo.
Em 1825, Ignácio de Souza Rolim ordenou-se sacerdote no Seminário de Olinda, Pernambuco.
Em 1836, Ana Francisca de Albuquerque iniciou a construção da Capela de Nossa Senhora da Piedade, da qual era devota.
Em 1843, o Padre Ignácio de Souza Rolim retorna à Fazenda Cajazeiras e instala no Sítio Serraria uma “Casa Escola”, mais tarde denominada de Colégio, no qual vieram alunos de diversos locais da Paraíba e dos Estados vizinhos para estudar com o Padre Ignácio Rolim.
A partir da fundação do Colégio do Padre Ignácio Rolim surgiram dezenas de casas construídas para abrigar famílias que vinham de outras localidades, principalmente do vizinho Estado do Ceará.
No dia 29 de agosto de 1859, por força da Lei Provincial n° 05, a Fazenda Cajazeiras passa a ser Distrito de Cajazeiras, sob a dependência do município de Pombal. A capela do povoado de Cajazeiras foi elevada à matriz, a imagem de Nossa Senhora da Piedade foi escolhida com a padroeira.
Mãe Aninha
Cristiano Cartaxo Rolim
Quem foi essa mulher, heróica e santa,
que embalou Cajazeiras nos seus braços?
E encaminhou os seus primeiros passos,
Com tanto amor e com ternura tanta?
Quem foi? Mulher cujo perfil suplanta
Outras que a História esculpe em fortes traços...
Vultos assim, tão grandes quanto escassos,
A gente ao vê-los como que se espanta!
-Essa mulher de perenal encanto,
que deu à igreja um padre, um sábio, um santo,
dir-te-ei o nome, para que não penses
que talvez seja fantasia minha:
foi Ana Albuquerque, “Mãe Aninha”,
a mãe de todos os cajazeirenses.
A Vila Cajazeiras
Em 23 de novembro de 1863, o Presidente da Província da Paraíba do Norte, Francisco de Araújo Lima, sancionou a Lei Provincial n° 92, criando o município de Cajazeiras, desmembrando-o do município de Sousa, e a sua sede foi elevada à categoria de vila.
A Cidade de Cajazeiras
A instalação do município de Cajazeiras se deu em 20 de junho de 1864, tendo assumido o governo municipal o Presidente da Câmara municipal Padre José Tomaz de Albuquerque. Através da Lei n° 616, de 10 de julho de 1876, a Vila Cajazeiras foi elevada à categoria de cidade.
Cajazeiras apesar de ter sido elevada a categoria de cidade no dia 10 de julho, a Câmara Municipal, no ano de 1948 aprovou um projeto de autoria do então vereador Germiniano de Sousa que estabeleceu o dia 22 de agosto, dia do nascimento do Padre Ignácio de Souza Rolim, para ser comemorado o dia da cidade, transformando em feriado municipal.
Sugestões de Atividades
Para você fazer com a sua Professora
1.Faça uma pesquisa sobre os índios Icós.
2.Pesquisa nas Bibliotecas da cidade sobre a biografia do Padre Rolim.
Responda no seu caderno
1. Quem habitava em Cajazeiras antes da chegada dos colonizadores portugueses?
2. O que deu origem ao nome Cajazeiras?
3.Quem foi Vital de Souza Rolim?
4. Cajazeiras apesar de ter sido elevada a categoria de cidade no dia 10 de julho. Por que o dia da cidade é comemorado no dia 22 de agosto e não no dia 10 de julho?
5.Quem sancionou a Lei Provincial n° 92, criando o município de Cajazeiras, desmembrando-o do município de Sousa, e a sua sede foi elevada à categoria de vila?
Marque com X a resposta correta.
1.Os primeiros donos da nossa terra foram:
a( )Os portugueses;
b( )A família Rolim;
c( )Os índios da tribo Iço;
d( )A família Albuquerque.
2.Padroeira da cidade de Cajazeiras, escolhida por Mãe Aninha:
a( )Nossa Senhora de Fátima;
b( )Nossa Senhora da Piedade;
c( )Nossa Senhora dos Remédios.
3.Data em que a Vila Cajazeiras foi elevada a categoria de cidade:
a( )22 de agosto de 1822;
b( )23 de novembro de 1863;
c( )29 de agosto de 1859;
d( )10 de julho de 1876.
Escreva nos quadrinhos:
1.O nome do pai de Mãe Aninha.
2.O nome do pai do Padre Rolim.
3.Sítio onde nasceu o padre Ignácio de Souza Rolim.
4.Fundador da cidade de Cajazeiras.
5.O nome da mãe do padre Rolim.
Sumário
ESTUDANDO O ESPAÇO TERRITORIAL DE CAJAZEIRAS
Vamos saber o que é espaço
Conhecendo o Meio Ambiente do Nosso Município.
CONHECENDO A HISTÓRIA DE CAJAZEIRAS
Vamos Conhecer a Nossa História
Vamos Conhecer os Símbolos do Nosso Município
Órgãos Assistenciais do Nosso Município
As principais Personalidades da Nossa História
ESTUDANDO OS ASPECTOS SÓCIO-CULTURAIS, POLÍTICOS E ECONÔMICOS DO MUNICÍPIO DE CAJAZEIRAS.
A Administração do Nosso Município
As Atividades Sociais do Nosso Município
A População do Nosso Município
O Nosso Folclore
As Atividades Econômicas do Município de Cajazeiras
O Turismo no Município de Cajazeiras
SOCIEDADE E MEIO AMBIENTE
O Nosso Ambiente Urbano
O Nosso Ambiente Rural
GLOSSÁRIO
SUGESTÕES BIBLIOGRÁFICAS
ESTUDANDO O ESPAÇO
TERRITORIAL DO MUNICÍPIO
DE
CAJAZEIRAS
1
Vamos saber o que é espaço.
Vamos Entender o que é Espaço
Espaço é o lugar ou área delimitada e ocupada por uma determinada coisa ou pessoas. O espaço pode ser natural ou humanizado
O espaço natural é aquele que não sofreu interferência do ser humano. Enquanto o espaço humanizado ou geográfico sofreu transformações sociais.
O espaço geográfico compreende o espaço urbano e o espaço rural.
O espaço urbano trata-se das cidades, das vilas, dos distritos e dos povoados, onde se encontram as indústrias, escolas, comércio, igrejas, praças, avenidas e ruas.
O espaço rural compreende os sítios e as fazendas, onde se encontram os animais, os plantios de feijão, milho, arroz, frutas e outros produtos que são vendidos nas cidades.
Vamos Localizar o Espaço.
Todo mundo vive em algum lugar. Vivemos no campo (sítios e fazendas), em povoados, vilas, distritos, cidades, em casa, apartamento, na rua, na praça, vivemos em algum lugar deste mundo.
Você já sabe também que nós não vivemos sozinhos. Vivemos em grupos, que formam comunidades, cidades e municípios.
O lugar onde vivemos tem uma localização em relação aos outros lugares vizinhos. Para nos localizarmos, lançamos mão dos pontos cardeais, que indicam as direções norte, sul, leste e oeste.
Você sabe o que é Município?
Município é uma divisão administrativa do Estado, com governo, leis e recursos próprios.
Todos os Estados do nosso país estão divididos em municípios. Vejamos o mapa do Estado da Paraíba e sua divisão política.
Os municípios são compreendidos em zonas rurais e urbanas. As zonas urbanas compreendem a cidade sede do município, onde está situada a Prefeitura e a Câmara dos Vereadores; os distritos e vilas são áreas povoadas dentro do município.
Na zona urbana encontramos as maiores concentrações de pessoas, casas, estabelecimentos comerciais, bancos, escolas, fábricas, igrejas, etc.
A zona rural compreende as fazendas e sítios, área de população dispersa, onde se pratica a agricultura e a pecuária.
Onde se Localiza o Nosso Município?
Você sabe que todos nós nascemos no Brasil, ele é o nosso país.
O Brasil está dividido em 26 Estados e um Distrito Federal que é Brasília, a capital do Brasil. A Paraíba é o nosso Estado.
O Brasil também está dividido em cinco regiões geográficas, Norte, Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
O Nordeste é a nossa região, onde está localizado o Estado da Paraíba. Veja no mapa do Brasil.
Cajazeiras é o nosso município que faz parte do Estado da Paraíba.
O município de Cajazeiras está localizado no alto sertão, no oeste do Estado da Paraíba, nas coordenadas geográficas de 6°53’13” de latitude sul e 38°34’41” de longitude oeste. Altitude de 298 metros e uma área de 586,27 km².
O nosso município faz fronteira com os seguintes municípios:
- São João do Rio do Peixe, ao leste e norte;
- Nazarezinho, ao leste;
- Cachoeira dos Índios e Bom Jesus, ao oeste;
- São José de Piranhas e ao sul.
Vejamos no mapa do nosso município.
Possui dois grandes distritos, Engenheiros Ávidos e Divinópolis.
Sugestões de Atividades
Para você fazer com a sua Professora
1.Desenhe e pinte no seu caderno a rosa dos ventos, citandos todos os pontos de orientação.
Responda no seu caderno
1.Diga o que é município e distrito.
2.De qual Estado faz parte o nosso município?
3. Explique o que significa zona urbana e zona rural.
4.Observe o mapa do Estado da Paraíba e diga quais são os municípios que fazem fronteiras com o nosso município.
5.Dê a localização, as coordenadas geográficas, a altitude e a extensão do município de Cajazeiras.
Confeccione um painel
1.Desenhe e pinte em uma cartolina, como você acha que era nossa região no passado.
2.Desenhe em folha de papel ofício o mapa do Estado da Paraíba, destacando o município de Cajazeiras com uma cor preferida por você.
3.Procure em jornais locais figuras de estabelecimentos comerciais, escolas, repartições públicas e outras. Faça um painel demonstrando os aspectos da cidades de Cajazeiras.
Escreva no seu caderno, os significados das seguintes palavras.
a) Espaço natural;
b) Espaço humanizado;
c) Longitude;
d) Município;
e) Latitude.
Faça a cruzadinha no seu caderno
a)Horizontal:
1.O que respiramos?
2.Ponto Cardeal.
3.Divisão administrativa do Estado da Paraíba.
4.O nosso Estado.
5.Lugar público.
b)Vertical:
1.Zona rural.
2.Via pública.
3.Determinado lugar.
1
2 E 3
1 2 S
3 P
4 A
5 Ç
O
2
Conhecendo o Meio Ambiente do Nosso Município.
Estudando o Meio Ambiente
O meio ambiente compreende as condições e as influências da natureza que cercam o ser vivo ou uma comunidade.
O ser humano é parte da natureza. Você também é natureza.
A natureza é o nosso planeta: a atmosfera, o solo, as águas, as plantas, os animais e os seres humanos.
Também é natureza a noite e o dia, o sol e as chuvas, o verão, o inverno, o outono e a primavera.
As pessoas que moram no campo percebem mais facilmente o quanto a nossa vida está ligada à natureza. Essa ligação está no alimento que comemos, no ar que respiramos, na noite que usamos para descanso, etc.
Um rio poluído e a queima de uma mata ameaçam a saúde do meio ambiente e conseqüentemente a vida do próprio ser humano.
O meio ambiente é tudo o que rodeia os seres vivos. É tudo o que ajuda este planeta a viver. A qualidade de vida dos ambientes depende diretamente da ação humana. Os diversos ambientes existentes ao nosso redor variam muito em qualidade de vida, refletindo as diferenças que separam as pessoas em nossa sociedade.
Vendo que a natureza se esgota e pode morrer, vários grupos de pessoas lutam no mundo todo pela preservação da natureza e a conservação dos recursos naturais. Elas lutam para evitar a poluição das águas, do ar, do solo, a destruição das matas e florestas. Essas pessoas, através de movimentos ecológicos e ambientalistas, grupos verdes, partidos políticos, grêmios estudantis, sindicatos, associações de moradores e de outras organizações coletivas, lutam pela qualidade de vida, em defesa de um ambiente equilibrado.
Em algumas cidades já existe a coleta seletiva do lixo. O papel, o vidro, os metais, a casca dos vegetais, as latas, tudo isso pode ser reaproveitado.
Ou você preserva a natureza, ou você more também com ela. Pense um pouco nisto!
O Nosso Relevo
Você já observou que o chão em que pisa, constrói casa, planta e cria animais não é somente plano; ele é variado, isto é, cheio de altos e baixos. Essas formas são chamadas de relevo. O relevo é formado pelas diferenças que existem entre os terrenos.
Essas diferenças do relevo são chamadas de altitude e são medidas a partir do nível do mar. Quando se diz que um lugar está a 300 metros de altitude, quer dizer que está 300 metros acima do nível do mar.
O relevo do nosso município tem terrenos altos, baixos e planos, com morros, serras e baixios nos vales dos rios e dos riachos.
As principais elevações do relevo no município de Cajazeiras são: a Serra da Arara, Serra Vermelha e Serrote Verde. Destaca-se também o Morro do Cristo Rei, localizado na zona leste da cidade de Cajazeiras.
A Nossa Hidrografia
Todo lugar é formado por elementos da natureza e pelo trabalho realizado pelo ser humano.
Trabalhando a natureza, o ser humano constrói o seu lugar. Nessa construção, o ser humano usa os recursos da natureza, como a água, os vegetais, o solo, os minerais, etc.
Um dos recursos mais importante para a sociedade humana é a água. As plantas, os animais e o ser humano não podem existir sem água. Sem ela simplesmente não podemos viver.
Encontramos esse precioso líquido nos rios, nos açudes e nas barragens. No entanto, a ação humana sobre a natureza vem contaminando os rios, açudes e barragens através de esgotos, do lixo urbano e de detritos industriais.
O ser humano modifica os rios e riachos, construindo açudes, barragens e canais para irrigação.
A nossa hidrografia compreende os rios, os riachos, lagoas e os açudes construídos pelo homem.
No nosso município, os principais rios são: o rio São José e o rio Piranhas.
O rio São José nasce na serra do Balanço no município de Cachoeira dos Índios, na divisa do Estado da Paraíba com o Estado do Ceará. Separa o nosso município dos municípios de Cachoeira dos Índios e Bom Jesus. Nesse rio foi construído o Açude Lagoa do Arroz, no Sítio Serragem, na divisa do nosso município com o município de Bom Jesus.
O rio São José deságua no rio do Peixe, afluente da margem esquerda do rio Piranhas
O rio Piranhas nasce na serra da Arara, no município de Conceição, na divisa do Estado da Paraíba com o Estado do Ceará. Separa o município de Cajazeiras do município de São José de Piranhas.
No rio Piranhas foi construído o Açude de engenheiro Ávidos, conhecido como açude de boqueirão, na divisa do município de Cajazeiras com São José de Piranhas, com a capacidade de 225 milhões de metros cúbicos de água.
Os principais riachos são: riacho do Santo Antonio, riacho do 32, riacho do Escurinho e riacho do Zé Dias.
As principais lagoas são: Lagoa de Lajes (no Sítio Lagoa de Lajes), Lagoa Santo Antonio (Sítio Santo Antonio) e Lagoa Curicaca (Sítio Curicaca).
O Nosso Clima
O clima é o resultado habitual do comportamento do calor e do frio, da quantidade de chuvas e da intensidade dos ventos em determinado lugar.
O clima influi muito na vida da vegetação, dos rios, dos animais e dos seres humanos.
Cada lugar tem seu clima, com sua temperatura, sua umidade, sua pressão atmosférica e seus ventos. O clima de um determinado lugar depende de vários fatores, entre eles a localização.
Como você sabe, o nosso município está localizado no Alto Sertão da Paraíba e na zona tropical, o clima da região é quente e seco, denominado de Clima Tropical Semi-Árido, com temperaturas médias elevadas, geralmente superiores a 25° C, e com chuvas irregulares no verão e outono, um longo período de estiagem no inverno e na primavera.
Quando a chuva falta por muito tempo, os açudes, as lagoas e os rios secam, as plantações morrem, o gado emagrece e muitas pessoas migram para outras regiões em busca da sobrevivência.
A Vegetação do Nosso Município.
Chamamos de vegetação todos os tipos de plantas que cobrem a superfície de um lugar. Ela pode ser nativa ou composta de vegetais plantados e cultivados pelo homem.
As plantas são muito úteis à vida dos seres humanos. Veja quanta coisa nos é fornecida pelos vegetais: madeira, alimentos, vestuário, remédios. Isto sem falar na importância da vegetação na conservação dos rios, na proteção do solo contra a erosão e na renovação do ar.
Mesmo sabendo da importância das plantas para a vida do planeta e, mais ainda, que a devastação provoca um desequilíbrio total no meio ambiente, o homem continua devastando o que ainda existe de vegetação nativa.
A vegetação depende das condições do clima. Em lugares que chovem muito o clima é úmido e existem florestas, nos lugares que chovem pouco o clima é seco. No caso do nosso município que o clima é quente e seco, a vegetação é constituída por plantas que resistem à seca, como o mandacaru, o xiquexique, a jurema, o mufumbo, o juazeiro, o marmeleiro e outras que podemos encontrar na região.
A vegetação predominante no município de Cajazeiras é a Caatinga, que se encontra completamente alterada pela atividade humana.
Vegetação de Caatinga – Sítio Penha – Cajazeiras/PB
Como ocorre com os demais tipos de vegetação, a caatinga também está ameaçada pelas queimadas, corte de árvores para lenha, carvão e pelas freqüentes secas.
Árvore Seca
Cristiano Cartaxo
Meu coração, cansado, não responde
Mais ao rumor de antigas harmonias.
Não há nem uma só. Sequer, que o ronde
Das ilusões daqueles belos dias.
Sou uma árvore velha, já sem frande,
Em que, fugindo ao sol e às calmarias,
Os passarinhos não encontram onde
Trinolejar festivas melodias.
Sem folhas e sem flores. Ermos ninhos,
Pendurados na ponta dos espinhos,
Enquanto no alto fulge o firmamento!
E a árvore que fui, nos tempos idos,
Agora só se escutam ais, gemidos
De galhos secos estalando ao vento.
Sugestões de Atividades
Para você fazer com a sua Professora
Leia, cante juntamente com sua professora e seus colegas, depois procure entender qual a mensagem da música interpretada por Luiz Gonzaga.
Asa Branca
Quando olhei a terra ardendo
Qual fogueira de São João
Eu perguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação. (bis)
Que braseiro, que “fornaia”
Nem um pé de “prantação”
Por falta d’água perdi meu gado
Morreu de sede o meu alazão.
Inté mesmo a Asa Branca
Bateu asas do sertão
Entonce eu disse, adeus Rosinha
Guarda contigo o meu coração. (bis)
Hoje longe muitas léguas
Numa triste solidão
Espero a chuva cair de novo
Pra mim voltar, viu
Pro meu sertão.
Quando o verde dos teus olhos
Se espalhar na plantação
Eu te asseguro, não chores não, viu
Que eu voltarei, viu, pra meu sertão.
Responda no seu caderno
1.Há alguma modificação no relevo feita pelo homem que está prejudicando o meio ambiente no nosso município?
2.Como é o relevo perto de onde você mora? E nas outras partes do nosso município?
3.Quais são as principais elevações do nosso município?
4.Escreva os nome dos principais rios e riachos do município de Cajazeiras.
5.Diga de que forma são utilizados as águas dos rios e riachos do nosso município.
6.De que forma os mananciais do nosso município são poluídos?
7.Qual o açude que fornece água para o abastecimento de nossa cidade?
8.Cite o clima predominante no nosso município e suas principais características.
9.Quais as interferências que o clima causa na vida da população do nosso município?
10.Escreva o nome e as principais características da vegetação predominante no município de Cajazeiras.
11.Existe área de proteção e conservação no nosso município? Qual?
12.O que a prefeitura e a comunidade vêm fazendo pela conservação e preservação da natureza?
13.Como é o verde na sua escola? Há plantas na sua escola? Os jardins são bem cuidados?
Consulte e escreva nos quadradinhos sobre o Meio Ambiente
1. Conjunto das diferenças de nível da superfície terrestre.
2.Manter a natureza intocável.
3.Zona climática da Terra, na qual o nosso município está localizado.
4.Ciências que estuda os rios, lagos e lagoas.
5.Clima Predominante no município de Cajazeiras.
6.Vegetação nativa do nosso município.
Leia o texto e responda as questões abaixo:
O desmatamento, os incêndios, as coivaras ou queimadas causam grandes danos ao solo, à vegetação e ao clima. Isso provocando verdadeiros desastres a nossa caatinga.
Todos devem defender a preservação da natureza. Constitui um crime contra a vida, poluir os rios, os açudes, as lagoas, derrubar as árvores e destruir a fauna.
A derrubada das nossas árvores, para a agricultura de subsistência e pastagem para o gado, poderá transformar a nossa zona rural em imensos desertos.
1.Por que os agricultores desmatam e fazem queimadas sem preservar algumas espécies da nossa vegetação?
2.Procure no dicionário os significados das seguintes palavras:
a)Preservação;
b)Conservação;
c)Poluição;
d)Fauna;
e)Degradação;
f)Meio ambiente.
3.Que tipo de poluição ocorre nos rios, riachos, açudes e lagoas do município de Cajazeiras?
Leia o texto.
No curso de alguns riachos do nosso município foram construídos açudes e barragens. Suas águas são usadas para irrigação e abastecimento das populações e animais.
1.Pesquise e responda sobre o Açude Grande de Cajazeiras.
a)Em que riacho esse açude foi construído?
b)Em que ano foi construída a segunda barragem do Açude Grande?
c)Na sua opinião, o que deveria ser feito para evitar a poluição das águas do Açude Grande de Cajazeiras?
CONHECENDO A HISTÓRIA
DE
CAJAZEIRAS
1
Vamos Conhecer a Nossa História
Os primeiros donos da nossa terra
Há muito tempo atrás, antes dos nossos avós nascerem, o nosso município não era como hoje.
Existiam, por aqui, matas, muitos pássaros (como o canário, a graúna, a asa branca, o tucano, o jacu e outros pássaros que não existem mais), animais (como a onça, o lobo, o guará e outros).
Por aqui, viviam os índios da tribo Icó. Eles moravam em ocas, cultivavam o milho, feijão e mandioca para o seu próprio alimento. Caçavam nas matas e pescavam nos rios e riachos como o rio São José e o riacho do São Antonio.
A origem do nome Cajazeiras
A origem da nossa cidade segundo os mais antigos, foi no “Sítio Cajazeiras”, onde existiam frondosas e numerosas cajazeiras.
No dia 7 de setembro de 1767, o então governador da Capitania, Jerônimo José de Melo fez a doação ao pernambucano Luís Gomes de Albuquerque de uma sesmaria, onde estava localizado o Sítio Cajazeiras.
Luís Gomes de Albuquerque fez a doação do Sítio à sua filha Ana Francisca de Albuquerque que contraiu matrimônio no dia 10 de fevereiro de 1795 com o cearense Vital de Souza Rolim, transformaram o sítio em uma grande fazenda de gado.
A Fazenda Cajazeiras
Nas margens do riacho que atravessava a fazenda, construíram em 1804, uma ampla casa residencial conhecida como A Casa Grande da Fazenda, hoje sede do Cajazeiras Tênis Clube.
Foto do arquivo do Sr. Borracha
Próximo à casa grande da fazenda foi construído um grande açude, que abastecia os moradores da localidade e a criação de animais da fazenda.
Do casar nasceram 10 filhos, entre eles nasceu Ignácio de Souza Rolim, em 22 de agosto de 1800, no Sítio Serrote, propriedade dos avós maternos Luís Gomes de Albuquerque e Luíza Maria do Espírito Santo.
Em 1825, Ignácio de Souza Rolim ordenou-se sacerdote no Seminário de Olinda, Pernambuco.
Em 1836, Ana Francisca de Albuquerque iniciou a construção da Capela de Nossa Senhora da Piedade, da qual era devota.
Em 1843, o Padre Ignácio de Souza Rolim retorna à Fazenda Cajazeiras e instala no Sítio Serraria uma “Casa Escola”, mais tarde denominada de Colégio, no qual vieram alunos de diversos locais da Paraíba e dos Estados vizinhos para estudar com o Padre Ignácio Rolim.
A partir da fundação do Colégio do Padre Ignácio Rolim surgiram dezenas de casas construídas para abrigar famílias que vinham de outras localidades, principalmente do vizinho Estado do Ceará.
No dia 29 de agosto de 1859, por força da Lei Provincial n° 05, a Fazenda Cajazeiras passa a ser Distrito de Cajazeiras, sob a dependência do município de Pombal. A capela do povoado de Cajazeiras foi elevada à matriz, a imagem de Nossa Senhora da Piedade foi escolhida com a padroeira.
Mãe Aninha
Cristiano Cartaxo Rolim
Quem foi essa mulher, heróica e santa,
que embalou Cajazeiras nos seus braços?
E encaminhou os seus primeiros passos,
Com tanto amor e com ternura tanta?
Quem foi? Mulher cujo perfil suplanta
Outras que a História esculpe em fortes traços...
Vultos assim, tão grandes quanto escassos,
A gente ao vê-los como que se espanta!
-Essa mulher de perenal encanto,
que deu à igreja um padre, um sábio, um santo,
dir-te-ei o nome, para que não penses
que talvez seja fantasia minha:
foi Ana Albuquerque, “Mãe Aninha”,
a mãe de todos os cajazeirenses.
A Vila Cajazeiras
Em 23 de novembro de 1863, o Presidente da Província da Paraíba do Norte, Francisco de Araújo Lima, sancionou a Lei Provincial n° 92, criando o município de Cajazeiras, desmembrando-o do município de Sousa, e a sua sede foi elevada à categoria de vila.
A Cidade de Cajazeiras
A instalação do município de Cajazeiras se deu em 20 de junho de 1864, tendo assumido o governo municipal o Presidente da Câmara municipal Padre José Tomaz de Albuquerque. Através da Lei n° 616, de 10 de julho de 1876, a Vila Cajazeiras foi elevada à categoria de cidade.
Cajazeiras apesar de ter sido elevada a categoria de cidade no dia 10 de julho, a Câmara Municipal, no ano de 1948 aprovou um projeto de autoria do então vereador Germiniano de Sousa que estabeleceu o dia 22 de agosto, dia do nascimento do Padre Ignácio de Souza Rolim, para ser comemorado o dia da cidade, transformando em feriado municipal.
Sugestões de Atividades
Para você fazer com a sua Professora
1.Faça uma pesquisa sobre os índios Icós.
2.Pesquisa nas Bibliotecas da cidade sobre a biografia do Padre Rolim.
Responda no seu caderno
1. Quem habitava em Cajazeiras antes da chegada dos colonizadores portugueses?
2. O que deu origem ao nome Cajazeiras?
3.Quem foi Vital de Souza Rolim?
4. Cajazeiras apesar de ter sido elevada a categoria de cidade no dia 10 de julho. Por que o dia da cidade é comemorado no dia 22 de agosto e não no dia 10 de julho?
5.Quem sancionou a Lei Provincial n° 92, criando o município de Cajazeiras, desmembrando-o do município de Sousa, e a sua sede foi elevada à categoria de vila?
Marque com X a resposta correta.
1.Os primeiros donos da nossa terra foram:
a( )Os portugueses;
b( )A família Rolim;
c( )Os índios da tribo Iço;
d( )A família Albuquerque.
2.Padroeira da cidade de Cajazeiras, escolhida por Mãe Aninha:
a( )Nossa Senhora de Fátima;
b( )Nossa Senhora da Piedade;
c( )Nossa Senhora dos Remédios.
3.Data em que a Vila Cajazeiras foi elevada a categoria de cidade:
a( )22 de agosto de 1822;
b( )23 de novembro de 1863;
c( )29 de agosto de 1859;
d( )10 de julho de 1876.
Escreva nos quadrinhos:
1.O nome do pai de Mãe Aninha.
2.O nome do pai do Padre Rolim.
3.Sítio onde nasceu o padre Ignácio de Souza Rolim.
4.Fundador da cidade de Cajazeiras.
5.O nome da mãe do padre Rolim.
V
SIGINOS DIARIOS
ACOMPANHE A LUA NO SEU PERCURSO MINUTOS HORAS DIAS E SEMANAS DENTRO DOS MESES DO ANO
==========================================================
GENTILIDADE GRUPO SANTA BARBARA MADRINHA SEVERINA
M C R PNEUS VEREADOR KLEBER LIMA A SERVIÇO DAS COMUNIDADES
VER O TEMPO REAL DOS CÉUS DIARIAMENTE E ATUALIZADO
o tempo para a COMUNIDADE SERRAGEM ZONA NORTE OESTE
O MEDIDOR DA POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA PEDE SOCORRO
VISITANTES
AGRADECEMOS OS VISITANTES QUE SEGUEM O COMPORTAMENTO DA TEMPERATURA DO MEIO AMBIENTE TODOS PREOCUPADOS.!doctype>
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CORREIO SAT 98,3 JOÃO PESSOA PB
Correio SAT
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Correio SAT
98 FM - João Pessoa - 98.3
Mix FM - João Pessoa - 93.7
98 FM - Campina Grande - 98.1
Mix FM - Campina Grande - 105.9
Correio do Vale FM - 106.1
Itabaiana FM - 105.1
Guarabira FM - 90.7
São Bento FM - 89.7
Correio da Serra FM - 100.3
Santa Maria FM - 93.9
Correio do Agreste FM - 101.9
Max Correio FM - 91.3
© Sistema Correio de Comunicação
v2.41 <TI-WEB>
sábado, 9 de julho de 2011
CARTILHA DOS MUNICIPIOS EDIÇAO ESPECIAL PARA O DIA DA CIDADE 22 DE AGOSTO 2011
CONHECENDO
O MUNICÍPIO DE
CAJAZEIRAS
Estudos Sociais
FRANCISCO AUGUSTO DE SOUZA
Professor Assistente do Departamento de Ciências Sociais –DCS/CFP/Campus de Cajazeiras da Universidade Federal de Campina Grande.
Bacharel em Ciências Econômicas, Licenciatura Plena em Geografia, Especialização em Metodologia do Ensino e Mestre em Desenvolvimento e Meio ambiente.
CONHECENDO
O MUNICÍPIO DE
CAJAZEIRAS
Estudos Sociais
Apoio
FUNDAÇÃO IVAN BICHARA SOBREIRA
Francisco Hernandes de Oliveira
Presidente
Fundo Municipal de Incentivo a Cultura
PREFEITURA MUNICIPAL DE CAJAZEIRAS
Carlos Antonio Araújo de Oliveira
Prefeito
Walter Marques Cartaxo
Vice-Prefeito
Andréia Braga de Oliveira
Secretária de Educação
UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE
Thompson Fernandes Mariz
Reitor
Edílson Amorim
Vice-reitor
Copyright © by Francisco Augusto de Souza
Capa e fotografias:
Rômulo Alves Augusto de Souza
José Cavalcanti Jr
Revisão Ortográfica
Revisão de Textos:
Diagramação:
Ilustrações
Francisco Lenildo de Souza
Roberto Martins Dias
Colaboradores
Cristiano Moura
Gracielly Félix de aquino
Marcelo Pinheiro
Rômulo Alves Augusto de Souza
Reudisman Lopes Ferreira
José Vicente de Souza Filho (Zezinho da Prefeitura)
Apresentação
Este livro foi elaborado com o objetivo de resgatar a memória histórica e cultural do município de Cajazeiras/PB, e difundir entre sua população o conhecimento acerca do espaço geográfico e da suas atividades sócio-culturais.
Ao mesmo tempo, este material alternativo deseja ser mais um referencial significativo para o processo ensino-aprendizagem, uma vez que possibilita a todos o acesso a dados concretos e próximos do contexto de vida da comunidade de Cajazeiras/PB.
Neste livro o aluno encontrará textos escritos, fotos, mapas, gravuras, desenhos, exercícios e atividades que irão auxiliá-lo na compreensão dos aspectos sociais e naturais do nosso município. O assunto tratado em cada capítulo irá ser ampliado com o estudo que o aluno fará de cada aspecto do nosso município. Isto será feito com a orientação da professora ou professor através de pesquisa, entrevistas, observações e outras atividades.
Espero que este trabalho seja um veículo viabilizador das ações, que por um lado, são bastante ambiciosas, por outro, revelam a preocupação e o espírito empreendedor das autoridades municipais – Prefeito Carlos Antônio Araújo de Oliveira e, em especial os profissionais da área de Educação e Cultura do município de Cajazeiras/PB.
Francisco Augusto de Souza
O MUNICÍPIO DE
CAJAZEIRAS
Estudos Sociais
FRANCISCO AUGUSTO DE SOUZA
Professor Assistente do Departamento de Ciências Sociais –DCS/CFP/Campus de Cajazeiras da Universidade Federal de Campina Grande.
Bacharel em Ciências Econômicas, Licenciatura Plena em Geografia, Especialização em Metodologia do Ensino e Mestre em Desenvolvimento e Meio ambiente.
CONHECENDO
O MUNICÍPIO DE
CAJAZEIRAS
Estudos Sociais
Apoio
FUNDAÇÃO IVAN BICHARA SOBREIRA
Francisco Hernandes de Oliveira
Presidente
Fundo Municipal de Incentivo a Cultura
PREFEITURA MUNICIPAL DE CAJAZEIRAS
Carlos Antonio Araújo de Oliveira
Prefeito
Walter Marques Cartaxo
Vice-Prefeito
Andréia Braga de Oliveira
Secretária de Educação
UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE
Thompson Fernandes Mariz
Reitor
Edílson Amorim
Vice-reitor
Copyright © by Francisco Augusto de Souza
Capa e fotografias:
Rômulo Alves Augusto de Souza
José Cavalcanti Jr
Revisão Ortográfica
Revisão de Textos:
Diagramação:
Ilustrações
Francisco Lenildo de Souza
Roberto Martins Dias
Colaboradores
Cristiano Moura
Gracielly Félix de aquino
Marcelo Pinheiro
Rômulo Alves Augusto de Souza
Reudisman Lopes Ferreira
José Vicente de Souza Filho (Zezinho da Prefeitura)
Apresentação
Este livro foi elaborado com o objetivo de resgatar a memória histórica e cultural do município de Cajazeiras/PB, e difundir entre sua população o conhecimento acerca do espaço geográfico e da suas atividades sócio-culturais.
Ao mesmo tempo, este material alternativo deseja ser mais um referencial significativo para o processo ensino-aprendizagem, uma vez que possibilita a todos o acesso a dados concretos e próximos do contexto de vida da comunidade de Cajazeiras/PB.
Neste livro o aluno encontrará textos escritos, fotos, mapas, gravuras, desenhos, exercícios e atividades que irão auxiliá-lo na compreensão dos aspectos sociais e naturais do nosso município. O assunto tratado em cada capítulo irá ser ampliado com o estudo que o aluno fará de cada aspecto do nosso município. Isto será feito com a orientação da professora ou professor através de pesquisa, entrevistas, observações e outras atividades.
Espero que este trabalho seja um veículo viabilizador das ações, que por um lado, são bastante ambiciosas, por outro, revelam a preocupação e o espírito empreendedor das autoridades municipais – Prefeito Carlos Antônio Araújo de Oliveira e, em especial os profissionais da área de Educação e Cultura do município de Cajazeiras/PB.
Francisco Augusto de Souza
quinta-feira, 16 de junho de 2011
DEUS TODO PODEROSO
O DEUS DOS RICOS E PODEROSO
Tenho andado por muitos lugares e visitados diversos lares.
Vi muitos que realmente amam a Deus e demonstram em sua
simplicidade e no silêncio.
Por outro lado tenho visto também aqueles que dizem ter sede
de Deus e na realidade não têm sede de nada.
Em muitos lares poderosos e ricos vi que quando lá pediam a
nossa presença nada mais era do que uma curiosidade ou o não querer ficar sem a
nossa presença já que os demais amigos já haviam nos convidados.
Senti que em lugares como estes Deus não fazia falta, eis
que tudo tinham de material.
Deus não faz falta em lares abastados...
Somente é lembrado em lugares como estes quando falta a
saúde, a paz...
Aí sim vão à procura de algo que possa lhes trazer de volta
o que não conseguem com o dinheiro.
Ir rezar em um desses lares, nada mais era do que um motivo
para reunião e “comes e bebes”!!!
Não nego que já estive em lar de pessoas abastadas em que os
membros ficaram felizes com a presença do ALTO entre eles, mas dá para contar
nos dedos de uma das mãos...
Vi pessoas que se dizem de Deus e na verdade não estão
querendo o Deus Verdadeiro...
Querem um Deus deles e da maneira deles...
Um Deus que pode fazer tudo o que eles querem e possa
justificar os seus erros.
Querem um deus de mentirinha!!!
Muitos desses ricos e poderosos fazem Igrejas, reformam
templos e criam comunidades, porém não realizam apenas com a finalidade de
fazer o bem...
Muitos o fazem a fim de deixar a opinião pública a seu
favor.
Muitos o fazem para ficar de bem com a Igreja de sua
localidade.
Mas se esquecem de que não enganam a Deus... o Deus
verdadeiro que conhece cada um dos corações de Seus filhos!!!
Esses que assim procedem irão conhecer o peso do Braço
Divino e não haverá lugar para eles no mundo que está por vir.
Ninguém engana o Criador!!!
Atentai!!!
II Tim 3,1-3 ...Nos últimos dias haverá
um período difícil. Os homens se tornarão egoístas, avarentos, fanfarrões,
soberbos, rebeldes aos pais, ingratos, malvados, desalmados, desleais,
caluniadores, devassos, cruéis, inimigos dos bons, traidores, insolentes, cegos
de orgulho, amigos dos prazeres, não de Deus.
Tenho andado por muitos lugares e visitados diversos lares.
Vi muitos que realmente amam a Deus e demonstram em sua
simplicidade e no silêncio.
Por outro lado tenho visto também aqueles que dizem ter sede
de Deus e na realidade não têm sede de nada.
Em muitos lares poderosos e ricos vi que quando lá pediam a
nossa presença nada mais era do que uma curiosidade ou o não querer ficar sem a
nossa presença já que os demais amigos já haviam nos convidados.
Senti que em lugares como estes Deus não fazia falta, eis
que tudo tinham de material.
Deus não faz falta em lares abastados...
Somente é lembrado em lugares como estes quando falta a
saúde, a paz...
Aí sim vão à procura de algo que possa lhes trazer de volta
o que não conseguem com o dinheiro.
Ir rezar em um desses lares, nada mais era do que um motivo
para reunião e “comes e bebes”!!!
Não nego que já estive em lar de pessoas abastadas em que os
membros ficaram felizes com a presença do ALTO entre eles, mas dá para contar
nos dedos de uma das mãos...
Vi pessoas que se dizem de Deus e na verdade não estão
querendo o Deus Verdadeiro...
Querem um Deus deles e da maneira deles...
Um Deus que pode fazer tudo o que eles querem e possa
justificar os seus erros.
Querem um deus de mentirinha!!!
Muitos desses ricos e poderosos fazem Igrejas, reformam
templos e criam comunidades, porém não realizam apenas com a finalidade de
fazer o bem...
Muitos o fazem a fim de deixar a opinião pública a seu
favor.
Muitos o fazem para ficar de bem com a Igreja de sua
localidade.
Mas se esquecem de que não enganam a Deus... o Deus
verdadeiro que conhece cada um dos corações de Seus filhos!!!
Esses que assim procedem irão conhecer o peso do Braço
Divino e não haverá lugar para eles no mundo que está por vir.
Ninguém engana o Criador!!!
Atentai!!!
II Tim 3,1-3 ...Nos últimos dias haverá
um período difícil. Os homens se tornarão egoístas, avarentos, fanfarrões,
soberbos, rebeldes aos pais, ingratos, malvados, desalmados, desleais,
caluniadores, devassos, cruéis, inimigos dos bons, traidores, insolentes, cegos
de orgulho, amigos dos prazeres, não de Deus.
domingo, 5 de junho de 2011
quinta-feira, 26 de maio de 2011
VERSOS SOBRE OS INVERNOS OU SECAS NO NORDESTE BRASILEIRO
VERSO QUE FALA SOBRE O INVERNO OU SECA NOS RINCÕES DO NORDESTE BRASILEIRO AQUI RETRATA A REALIDADE NUA E CRUA DO NOSSO POVO SOFRIDO DO ALTO SERTAO QUE NASCEM NA CARIDADE ESPERANDO ESMOLAS DO GOVERNO E MORREM NA ESPERANÇA QUE ISSO AQUI UM DIA TUDO VAI MELHORAR......
01 02
Peguei no pincel do tempo Nuvens escuras cobrem o céu
tinta da imaginação Quando como serra
papel peguei no espaço relâmpagos muito fortes
com deus a concentração como claridão de guerra
para falar do inverno trovões dando estampidos
no nosso largo sertão de estremecer a terra
É pelo mês de Outubro A terra sente o calor
o homem poda o algodão a temperatura aumenta
aquelas matas mais virgens as nuvens vão se rasgando
é feita a devastação o espaço não aguenta
encoivara e arranca o toco o pêso imenso das águas
bota fogo e queima o chão lá de cima se arrebenta
Tudo isso são preparo Alaga o nosso planeta
para uma boa agricultura enchem lagos córregos e rios
corta terra prega arame campo o gado se espanta
cerca com pouca espessura do mato ouve assovios
transforma o solo saudável dos animais sem abrigos
desta nossa terra dura gemem e sentem frios
Em janeiro e fevereiro Bem que disse, bem que disse
ou mesmo o mês de março Anuncia o bem-te-vi
já sentimos o calor a chegada do inverno
aquele forte mormaço lá responde a juriti
esse sim é o período também canta o sabiá
da chuva vir do espaço na estrada no jataí
03 04
Canta também anum branco No chiqueiro ronca o porco
em cima da ingazeira bezerro no curral mama
o pássaro preto que pula vaqueiro tirando leite
nos galhos da capoeira se escorregando na lama
e começa a aparecer a esposa treme de frio
o velho fura – barreira e se espreguiça na cama
Já nos rios correm os peixes Em alguns lares o aperreio
fazendo as suas desovas com goteira que respinga
as aranhas muito espertas troca de móveis e de leito
saem de dentro das covas e menino choruminga
para não se afogarem e o pobre pai de família
dando do inverno as provas na sua casa toma pinga
Durante o dia o sol quente Já outros dormem tranquilo
e sempre, sempre o calor nada disso lhe encomodas
a noite muda de clima ouve os pingos no telhado
como ordena o senhor sapos nos lagos fazem rodas
o infinito escurece poetas cantam alegres
por ordem superior nos rádios canções e modas
O maestro que desperta o pobre agricultor
é o velho galo de campina tranqüiliza o coração
com o seu formoso canto dorme pouco, pensa muito
a garganta não desafina em cuidar da plantação
desse pássaro colorido cobre seus filhos que dormem
como objetos em vitrina uns em redes outros no chão
05 06
E todos ali dormindo Assim amanhece o dia
só o sertanejo escuta o sol no monte surgindo
o estrondo do trovão com raios aquecedor
que responde lá na gruta todo frio vai cobrindo
isso é a seca com o inverno duma noite enchuvalhada
que quer fazer pergunta a luta vão prosseguindo
E passa a noite pensando Nessas alturas a mulher
“as coisas vão melhorar já tem feito o seu café
corre o sentido na roça naquele fogão que solta
que não deixou de queimar fumaça no chaminé
pede a Deus que venha o dia e todos comem tranquilos
para poder ir plantar” sempre em Deus sua fé
Logo o jumento relincha O homem vai sasisfeito
informando com alegria se atola nos caminhos
é a aurora rompendo nos poços das água presas
os pássaros dão melodia que juntam nos buraquinhos
nas copas dos arvoredos os garotos correm e atira
sai a noite e chega o dia pedrada nos passarinhos
Nisto todos se levantam Chega o homem no roçado
o sol inda prá nascer com a enxada cava o chão
bate a enxada lá fora a esposa e os meninos
vai a semente escolher vão semeando com a mão
o pai pede acabaça grão de milho em uma cova
prá o filho mais novo encher noutra cova vai feijão
07 08
Milho, feijão é plantado E no fim de fevereiro
arroz, verdura, algodão o milho vai penduando
gergelim e a mandioca o feijão subindo a copa
melancia e o melão com suas ramas soltando
abóbora e a batata doce prá depois sair a flor
tudo lá no fértil chão em seguida canivetando
A tarde tudo se finda Vem primeiro as melancias
outro temporal formando o melão e o gerimum
o mundo ficando escuro nisso vem o mês de março
e o homem terminando como ao nordeste é comum
todo seu serviço tenso fim de março ou em abril
vai o fim do dia chegando que os meses do jejum
Nisto o inverno pegou Esses meses aos sertanejos
como diz o ancião que é feito a jejuação
que fez suas profecias justo na semana santa
com pedras de sal na mão que eles sentem no coração
diz: que o ano é um dos que; lembram a morte de Jesus
vai ter fartura o sertão a sexta feira da paixão
No ano bom de inverno Passa a semana santa
começa logo em janeiro que é só de caristia
as primeiras chuvas caindo mas o homem com a fartura
corre o homem para o terreiro faz a páscoa com simpatia
faz logo as plantações porque tem tudo de verde
de milho e feijão ligeiro para o tempero a pescaria
09 10
A caatinga do sertão Nesse tempo o agricultor de secas enverdeceram tem com bastante farturas
muitas águas nos açudes as espigas de milho passam
nos rios os peixes desceram de verdes para maduras
enquanto outros subiam vão prá cata do feijão
se falar nos que morreram a de algodão bem seguras
Todos aqui com inverno Fim de safra vem colheita
tem na mesa o feijão prá ninguém há ambição
o milho para cuscuz homens ajudando a outros
o arroz que faz baião sem falar a diversão
o peixe para tempero quando chega o mês junino
a caça e a criação que traz também devoção
Nos terreiros tem galinhas Todos nós agricultores
patos, perus e capotes no rosto a satisfação
manga prá amadurecer fazemos o agradecimento
abafadas dentro de potes na hora da refeição
caju, goiabas e bananas ao nosso pai celestial
água fresca nos serrotes adeus fome no sertão
Lá no campo tem a flor O mês seis é o mês de junho
linda prá desabrochar grande comemoração
toda molhada de orvalho é festa tradicional
de um sereno sem luar nossa noite de São João
da brisa mansa que cobre tem forró, dança e fogueira
esse infinito pomar bomba, foguete e balão
11 12
Moça, rapaz comemoram Isso sim que é o lugar
todos juntos nos momentos para se poder viver
fazem preces com santo Antonio de tudo tem com fartura
outros cumprem juramentos não se ver ninguém sofrer
em bacias vêem os rostos em tudo que se pensar
pensando em casamentos no sertão tem pra comer
Bem em frente de uma casa Deus nos dando um bom inverno
que fica na fazenda as lavouras bem segura
tem uma grande fogueira não há riqueza melhor
moças vestidas de renda todas mesas com fartura
dançam samba coladinhas aqui nós temos bastante
nos rapazes, músicas da emenda sossego paz e cultura
Isto ao redor da fogueira
dando viva a são João
assam milho, comem pamonhas
partem bolos soltam balão
também dançam sorridentes
uns dos outros apertam a mão
No sertão tem vaqueijadas
festa de apartação
chegam diversos vaqueiros
montados em alazão
alguns vestidos de couros
roupas chamadas gibão
13 14
De um inverno para o outro Esperam prá o dia vinte
começa as experiências começa logo a questão
sai os anúncios nos rádios que é o mês de Janeiro
homens formados em ciências dia de São Sebastião
fazem previsões do espaço é um dos bem aguardado
com grande monovolências que chova em nosso sertão
Enquanto o homem sabido Diz o velho é um castigo
estuda a meteorologia veja se isto não é;
o charlatão se previne não teve chuva em Janeiro
com a sua profecia Fevereiro não faz fé
o ancião lá no campo agora resta esperar
tem a sua teimosia prá o dia de são José
No mês de dezembro tem: Chega março aos dezenove
dia treze esperado a chuva também não veio
que é de santa Luzia o homem já se aperreia
pois é sempre bem marcado procurando logo um meio
com treze pedras de sal de vender o pouco que tem
ou então fica adiado começa o seu devaneio
No dia treze não chove É ai onde começa
o velho fica calado os seus grandes desenganos
apela prá vinte e cinco combina com a mulher
outro dia aguardado pensando em mais de mil planos
se a barra não sair resolvem irem ao sudeste
o inverno, é desenganado diz: a mulher junte os panos
15 16
Leitores quando é seco Tanto o homem como animais
se torna estreito o sertão ficam dias sem comer
quando se faz estiagem os animais faltam o pasto
resseca a plantação e o homem o que fazer
o solo vai se rachando com seus serviços braçais
de doer no coração desnutre e quer morrer
Estes são todos os fatos O jegue que reclinava
se é seco no Nordeste isso ele hoje não faz
com o sol claro, céu azul sem força pra abrir a boca
doença chamada peste de andar não é capaz
o vento soprando muito como ele se expressava
levando a areia do agreste nas invernadas atraz
Tudo isto geralmente A rebançã juriti
só quem paga é o sertão também já se ausentou
não havendo chuva há o bem-ti-vi do anúncio
sofrimento na região bateu asas e voou
fica escasso ao litoral o boi de fome tão triste
os que se escolhe em agrião nunca mais se espojou
Os rios as águas secam Os peixes que desovaram
os pastos que é bom não tem em outras águas subiram
alimentação dos brutos galinhas, porcos, perus
fica difícil também essas raças se extinguiram
toda esperança é perdida capotes cantam estou fraco
a fome vem do além patos sem águas fugiram
17 18
A passarada mudou-se As águas dos poços secam
porque lhe faltou o grão açudes secam também
de sede não vão morrer os cacimbões muito raros
procuram outro torrão pois a bebida não tem
onde existe o alimento os animais fazem refúgios
muitas sementes no chão só que não é pra Belém
Todos os animais fogem A safra do algodão
abadonando o sertão a peste quem acabou
os nômades desaparecem devido a falta de chuva
do preá ao gavião o homem puverizou
o urubu é quem lucra mas, a terra de tão seca
carniça não falta não nem a carcará brotou
A caatinga que era verde Quando o inverno é ruim
se transformou de repente aparecem o gafanhoto
até os animais répteis estragando milho e feijão
como a cobra serpente deixando a planta o canhoto
ficam extintas das matas no algodão dá o bicudo
do sertão tão decadentes acabando com o biloto
As árvores que são frutíferas Quando o sertanejo é,
suas folhas vão caindo obrigado a viajar
seus caules ficando podres deixar sua terra natal
as galhas todas partindo seu doce berço o seu lar
por não terem sais minerais devido a seca terível
e as clorofilas sumindo que vem tomando o lugar
19 20
Vende logo o seu jumento Vão para cidade grande
galinha , pato e peru para aumentar seu sofrer
quando olha para o céu passam frio , sede e fome
que avista o urubu tem que pedir pra comer
voando sobre a carcaça emprego custa arranjar
do finado cururu o que lá tem quer vender
Procura um fazendeiro Se o destino abraçar
de uma média condição e a sorte não se esconder
vende logo seu ranchinho arranjando um bom emprego
seu pedacinho de chão um patrão lhe proteger
reúne toda a família um canto para morar
pra pegar embarcação pode até sobreviver
Em cima do pau de arara Mas se for só ilusão
vai mesa, pote e panela de todo sonho os enganos
seus filhinhos vão comendo da terra distante
feijão com pão na tijela jogados como ciganos
o que lhe resta é pouco sofrendo pelos relentos
deixar a pobre cadela não dando certo seus planos
Segue o caminho na estrada Quanto tempo lá se passam
do nosso imenso Brasil todos jogados no chão
em busca de encontrar sem saberem os poderosos
um patrão que seja viril que aquela família cão
não só em pessoa humana é quem com força dos braços
também que seja sutil mandam as mesas o feijão
21 22
Por baixo de viadutos Um dia regressarei
Pontes, boeiras em favelas prá viver no meu torrão
Se de manhã tem o que se Jesus lembrar de mim
lhe coloquem nas panelas eu peço de coração
a tarde já não tem mais ajude este imigrante
sai a pedir nas vielas tenha dele compaixão
Assim sofre o nordestino Sei bem que aquele homem
muitos anos sem um lar disposto a trabalhar
sempre com a esperança passa anos e mais anos
de um dia regressar isto sem poder voltar
e doido prá saber notícia sofrendo humilhações
do seu querido lugar lembrando o antigo lar.
Naquela terra distante Rogo a Deus criador
tudo é muito diferente ampare um nordestino
gente rouba, mata e morre imploro desde menino
só em ver fica doente mas tudo isso é em vão
exclamando o sertanejo um dia vem a benção
sou mais o meu torrão quente! Nunca Deus esquece alguém
Como estará o ranchinho Dando seu amor também
que em outras mãos ficou os que ele estende a mão
minha ex-terra e a vaquinha desse jeito vive o homem
será que já melhorou? aqui do nosso sertão
ai quem me dera estar lá num ano barriga cheia
eu sei que um dia eu vou! tendo outro fome, ilusão
arriscando a morrer de sede
sossego, ninguém tem não.
01 02
Peguei no pincel do tempo Nuvens escuras cobrem o céu
tinta da imaginação Quando como serra
papel peguei no espaço relâmpagos muito fortes
com deus a concentração como claridão de guerra
para falar do inverno trovões dando estampidos
no nosso largo sertão de estremecer a terra
É pelo mês de Outubro A terra sente o calor
o homem poda o algodão a temperatura aumenta
aquelas matas mais virgens as nuvens vão se rasgando
é feita a devastação o espaço não aguenta
encoivara e arranca o toco o pêso imenso das águas
bota fogo e queima o chão lá de cima se arrebenta
Tudo isso são preparo Alaga o nosso planeta
para uma boa agricultura enchem lagos córregos e rios
corta terra prega arame campo o gado se espanta
cerca com pouca espessura do mato ouve assovios
transforma o solo saudável dos animais sem abrigos
desta nossa terra dura gemem e sentem frios
Em janeiro e fevereiro Bem que disse, bem que disse
ou mesmo o mês de março Anuncia o bem-te-vi
já sentimos o calor a chegada do inverno
aquele forte mormaço lá responde a juriti
esse sim é o período também canta o sabiá
da chuva vir do espaço na estrada no jataí
03 04
Canta também anum branco No chiqueiro ronca o porco
em cima da ingazeira bezerro no curral mama
o pássaro preto que pula vaqueiro tirando leite
nos galhos da capoeira se escorregando na lama
e começa a aparecer a esposa treme de frio
o velho fura – barreira e se espreguiça na cama
Já nos rios correm os peixes Em alguns lares o aperreio
fazendo as suas desovas com goteira que respinga
as aranhas muito espertas troca de móveis e de leito
saem de dentro das covas e menino choruminga
para não se afogarem e o pobre pai de família
dando do inverno as provas na sua casa toma pinga
Durante o dia o sol quente Já outros dormem tranquilo
e sempre, sempre o calor nada disso lhe encomodas
a noite muda de clima ouve os pingos no telhado
como ordena o senhor sapos nos lagos fazem rodas
o infinito escurece poetas cantam alegres
por ordem superior nos rádios canções e modas
O maestro que desperta o pobre agricultor
é o velho galo de campina tranqüiliza o coração
com o seu formoso canto dorme pouco, pensa muito
a garganta não desafina em cuidar da plantação
desse pássaro colorido cobre seus filhos que dormem
como objetos em vitrina uns em redes outros no chão
05 06
E todos ali dormindo Assim amanhece o dia
só o sertanejo escuta o sol no monte surgindo
o estrondo do trovão com raios aquecedor
que responde lá na gruta todo frio vai cobrindo
isso é a seca com o inverno duma noite enchuvalhada
que quer fazer pergunta a luta vão prosseguindo
E passa a noite pensando Nessas alturas a mulher
“as coisas vão melhorar já tem feito o seu café
corre o sentido na roça naquele fogão que solta
que não deixou de queimar fumaça no chaminé
pede a Deus que venha o dia e todos comem tranquilos
para poder ir plantar” sempre em Deus sua fé
Logo o jumento relincha O homem vai sasisfeito
informando com alegria se atola nos caminhos
é a aurora rompendo nos poços das água presas
os pássaros dão melodia que juntam nos buraquinhos
nas copas dos arvoredos os garotos correm e atira
sai a noite e chega o dia pedrada nos passarinhos
Nisto todos se levantam Chega o homem no roçado
o sol inda prá nascer com a enxada cava o chão
bate a enxada lá fora a esposa e os meninos
vai a semente escolher vão semeando com a mão
o pai pede acabaça grão de milho em uma cova
prá o filho mais novo encher noutra cova vai feijão
07 08
Milho, feijão é plantado E no fim de fevereiro
arroz, verdura, algodão o milho vai penduando
gergelim e a mandioca o feijão subindo a copa
melancia e o melão com suas ramas soltando
abóbora e a batata doce prá depois sair a flor
tudo lá no fértil chão em seguida canivetando
A tarde tudo se finda Vem primeiro as melancias
outro temporal formando o melão e o gerimum
o mundo ficando escuro nisso vem o mês de março
e o homem terminando como ao nordeste é comum
todo seu serviço tenso fim de março ou em abril
vai o fim do dia chegando que os meses do jejum
Nisto o inverno pegou Esses meses aos sertanejos
como diz o ancião que é feito a jejuação
que fez suas profecias justo na semana santa
com pedras de sal na mão que eles sentem no coração
diz: que o ano é um dos que; lembram a morte de Jesus
vai ter fartura o sertão a sexta feira da paixão
No ano bom de inverno Passa a semana santa
começa logo em janeiro que é só de caristia
as primeiras chuvas caindo mas o homem com a fartura
corre o homem para o terreiro faz a páscoa com simpatia
faz logo as plantações porque tem tudo de verde
de milho e feijão ligeiro para o tempero a pescaria
09 10
A caatinga do sertão Nesse tempo o agricultor de secas enverdeceram tem com bastante farturas
muitas águas nos açudes as espigas de milho passam
nos rios os peixes desceram de verdes para maduras
enquanto outros subiam vão prá cata do feijão
se falar nos que morreram a de algodão bem seguras
Todos aqui com inverno Fim de safra vem colheita
tem na mesa o feijão prá ninguém há ambição
o milho para cuscuz homens ajudando a outros
o arroz que faz baião sem falar a diversão
o peixe para tempero quando chega o mês junino
a caça e a criação que traz também devoção
Nos terreiros tem galinhas Todos nós agricultores
patos, perus e capotes no rosto a satisfação
manga prá amadurecer fazemos o agradecimento
abafadas dentro de potes na hora da refeição
caju, goiabas e bananas ao nosso pai celestial
água fresca nos serrotes adeus fome no sertão
Lá no campo tem a flor O mês seis é o mês de junho
linda prá desabrochar grande comemoração
toda molhada de orvalho é festa tradicional
de um sereno sem luar nossa noite de São João
da brisa mansa que cobre tem forró, dança e fogueira
esse infinito pomar bomba, foguete e balão
11 12
Moça, rapaz comemoram Isso sim que é o lugar
todos juntos nos momentos para se poder viver
fazem preces com santo Antonio de tudo tem com fartura
outros cumprem juramentos não se ver ninguém sofrer
em bacias vêem os rostos em tudo que se pensar
pensando em casamentos no sertão tem pra comer
Bem em frente de uma casa Deus nos dando um bom inverno
que fica na fazenda as lavouras bem segura
tem uma grande fogueira não há riqueza melhor
moças vestidas de renda todas mesas com fartura
dançam samba coladinhas aqui nós temos bastante
nos rapazes, músicas da emenda sossego paz e cultura
Isto ao redor da fogueira
dando viva a são João
assam milho, comem pamonhas
partem bolos soltam balão
também dançam sorridentes
uns dos outros apertam a mão
No sertão tem vaqueijadas
festa de apartação
chegam diversos vaqueiros
montados em alazão
alguns vestidos de couros
roupas chamadas gibão
13 14
De um inverno para o outro Esperam prá o dia vinte
começa as experiências começa logo a questão
sai os anúncios nos rádios que é o mês de Janeiro
homens formados em ciências dia de São Sebastião
fazem previsões do espaço é um dos bem aguardado
com grande monovolências que chova em nosso sertão
Enquanto o homem sabido Diz o velho é um castigo
estuda a meteorologia veja se isto não é;
o charlatão se previne não teve chuva em Janeiro
com a sua profecia Fevereiro não faz fé
o ancião lá no campo agora resta esperar
tem a sua teimosia prá o dia de são José
No mês de dezembro tem: Chega março aos dezenove
dia treze esperado a chuva também não veio
que é de santa Luzia o homem já se aperreia
pois é sempre bem marcado procurando logo um meio
com treze pedras de sal de vender o pouco que tem
ou então fica adiado começa o seu devaneio
No dia treze não chove É ai onde começa
o velho fica calado os seus grandes desenganos
apela prá vinte e cinco combina com a mulher
outro dia aguardado pensando em mais de mil planos
se a barra não sair resolvem irem ao sudeste
o inverno, é desenganado diz: a mulher junte os panos
15 16
Leitores quando é seco Tanto o homem como animais
se torna estreito o sertão ficam dias sem comer
quando se faz estiagem os animais faltam o pasto
resseca a plantação e o homem o que fazer
o solo vai se rachando com seus serviços braçais
de doer no coração desnutre e quer morrer
Estes são todos os fatos O jegue que reclinava
se é seco no Nordeste isso ele hoje não faz
com o sol claro, céu azul sem força pra abrir a boca
doença chamada peste de andar não é capaz
o vento soprando muito como ele se expressava
levando a areia do agreste nas invernadas atraz
Tudo isto geralmente A rebançã juriti
só quem paga é o sertão também já se ausentou
não havendo chuva há o bem-ti-vi do anúncio
sofrimento na região bateu asas e voou
fica escasso ao litoral o boi de fome tão triste
os que se escolhe em agrião nunca mais se espojou
Os rios as águas secam Os peixes que desovaram
os pastos que é bom não tem em outras águas subiram
alimentação dos brutos galinhas, porcos, perus
fica difícil também essas raças se extinguiram
toda esperança é perdida capotes cantam estou fraco
a fome vem do além patos sem águas fugiram
17 18
A passarada mudou-se As águas dos poços secam
porque lhe faltou o grão açudes secam também
de sede não vão morrer os cacimbões muito raros
procuram outro torrão pois a bebida não tem
onde existe o alimento os animais fazem refúgios
muitas sementes no chão só que não é pra Belém
Todos os animais fogem A safra do algodão
abadonando o sertão a peste quem acabou
os nômades desaparecem devido a falta de chuva
do preá ao gavião o homem puverizou
o urubu é quem lucra mas, a terra de tão seca
carniça não falta não nem a carcará brotou
A caatinga que era verde Quando o inverno é ruim
se transformou de repente aparecem o gafanhoto
até os animais répteis estragando milho e feijão
como a cobra serpente deixando a planta o canhoto
ficam extintas das matas no algodão dá o bicudo
do sertão tão decadentes acabando com o biloto
As árvores que são frutíferas Quando o sertanejo é,
suas folhas vão caindo obrigado a viajar
seus caules ficando podres deixar sua terra natal
as galhas todas partindo seu doce berço o seu lar
por não terem sais minerais devido a seca terível
e as clorofilas sumindo que vem tomando o lugar
19 20
Vende logo o seu jumento Vão para cidade grande
galinha , pato e peru para aumentar seu sofrer
quando olha para o céu passam frio , sede e fome
que avista o urubu tem que pedir pra comer
voando sobre a carcaça emprego custa arranjar
do finado cururu o que lá tem quer vender
Procura um fazendeiro Se o destino abraçar
de uma média condição e a sorte não se esconder
vende logo seu ranchinho arranjando um bom emprego
seu pedacinho de chão um patrão lhe proteger
reúne toda a família um canto para morar
pra pegar embarcação pode até sobreviver
Em cima do pau de arara Mas se for só ilusão
vai mesa, pote e panela de todo sonho os enganos
seus filhinhos vão comendo da terra distante
feijão com pão na tijela jogados como ciganos
o que lhe resta é pouco sofrendo pelos relentos
deixar a pobre cadela não dando certo seus planos
Segue o caminho na estrada Quanto tempo lá se passam
do nosso imenso Brasil todos jogados no chão
em busca de encontrar sem saberem os poderosos
um patrão que seja viril que aquela família cão
não só em pessoa humana é quem com força dos braços
também que seja sutil mandam as mesas o feijão
21 22
Por baixo de viadutos Um dia regressarei
Pontes, boeiras em favelas prá viver no meu torrão
Se de manhã tem o que se Jesus lembrar de mim
lhe coloquem nas panelas eu peço de coração
a tarde já não tem mais ajude este imigrante
sai a pedir nas vielas tenha dele compaixão
Assim sofre o nordestino Sei bem que aquele homem
muitos anos sem um lar disposto a trabalhar
sempre com a esperança passa anos e mais anos
de um dia regressar isto sem poder voltar
e doido prá saber notícia sofrendo humilhações
do seu querido lugar lembrando o antigo lar.
Naquela terra distante Rogo a Deus criador
tudo é muito diferente ampare um nordestino
gente rouba, mata e morre imploro desde menino
só em ver fica doente mas tudo isso é em vão
exclamando o sertanejo um dia vem a benção
sou mais o meu torrão quente! Nunca Deus esquece alguém
Como estará o ranchinho Dando seu amor também
que em outras mãos ficou os que ele estende a mão
minha ex-terra e a vaquinha desse jeito vive o homem
será que já melhorou? aqui do nosso sertão
ai quem me dera estar lá num ano barriga cheia
eu sei que um dia eu vou! tendo outro fome, ilusão
arriscando a morrer de sede
sossego, ninguém tem não.
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