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sábado, 30 de março de 2019

BLOG AS CIDADES EM REVISTA PB 30 DE MARÇO 2019 MATÉRIA DO G1 SOBRE O TEMA SAFRA DE ACEROLA

Por G1 Petrolina
 

Produtores têm poucas expectativas para safra de acerola no Vale do São Francisco
GRTV 1ª Edição
00:25/02:53
Produtores têm poucas expectativas para safra de acerola no Vale do São Francisco
A temporada da safra de acerola já começou no Vale do São Francisco. A fruta é muito procurada para produção de polpas e sucos. Além disso, ela também é a preferida da indústria para a produção de cosméticos e extração de vitamina C. Mas os produtores da região não estão com grande expectativas para as vendas da fruta este ano.É o caso do produtor Jorge Mariano da Silva. Há cerca de cinco anos atrás, ele contava com funcionários na colheita. Este ano, ninguém será contratado para colher a acerola na produção de um hectare.
"Na realidade esse ano choveu cedo, em janeiro, em dezembro, e teve uma safra muito boa no final do ano, no meio de dezembro que não ocorria isso há um bocado de tempo, então teve uma safra grande no final de dezembro e as empresas pegaram muita acerola. Um dos concorrentes nossos que pegava a acerola na região suspendeu a compra desde setembro e ficou somente mais na madura. Como a madura o preço é inferior que a verde, então a gente está hoje com uma dificuldade porque aumentou a oferta do produto na região e diminuiu a procura", lamentou Jorge Mariano.
Com menos empresas no mercado para comprar a produção, o preço de venda também está menor, principalmente da acerola verde, utilizada para a fabricação de cosméticos e extração de vitamina C. No ano passado o quilo da acerola verde chegou a ser vendido por até R$3,20. O maior preço dos últimos sete anos. Agora as empresas que atuam na região não pagam mais do que R$2,50 pela mesma quantidade de fruta e isso tem deixado os produtores apreensivos. Como o produtor João Ribeiro Alves. Do hectare plantado com acerola, ele só tem colhido as frutas maduras para vender nas feiras livres. Repassar para indústria não tem compensado.
Produtores do Vale do São Francisco estão pessimistas para venda da acerola. — Foto: Reprodução/ TV Grande Rio

Produtores do Vale do São Francisco estão pessimistas para venda da acerola. — Foto: Reprodução/ TV Grande Rio
Produtores do Vale do São Francisco estão pessimistas para venda da acerola. — Foto: Reprodução/ TV Grande Rio
"Uma caixa de acerola era de R$30 para a fábrica e hoje está de R$16, R$17. A gente paga R$9. Fica menos da metade para a gente ter toda despesa da roça. Enquanto isso a gente vai plantando uma abóbora, um milho, uma coisa e outra que é para ajudar, porque só ela (acerola), antigamente valia a pena, hoje não vale a pena mais não", explicou.

BLOG AS CIDADES EM REVISTA PB 30 DE MARÇO 2019 EXERCITO RECEBEU INSTRUÇÕES PARA COMEMORAR A REVOLUÇÃO MILITAR DE 1964

 

Em Belém, cerimônia do Exército vai celebrar o golpe de 1964. — Foto: Tarso SarrafEm Belém, cerimônia do Exército vai celebrar o golpe de 1964. — Foto: Tarso Sarraf
Em Belém, cerimônia do Exército vai celebrar o golpe de 1964. — Foto: Tarso Sarraf
O Comando Militar do Norte informou na manhã desta quinta-feira (28) que fará uma comemoração alusiva ao golpe de 1964 ou "Revolução Democrática de 1964", como é chamado pela Força Armada em nota, em Belém com uma solenidade interna e com a participação exclusiva de militares. A decisão é oposta a recomendação enviada pela Procuradoria Geral da República a 18 estados, incluindo o Pará, e o Distrito Federal.
O MPF recomendou a comandos militares, brigadas e grupamentos que não comemorem o golpe militar de 31 de março de 1964. A orientação foi enviada após o presidente Jair Bolsonaro determinar ao Ministério da Defesa que faça as "comemorações devidas" pelos 55 anos do golpe. Para os procuradores, não pode haver comemoração porque direitos foram suprimidos durante o regime e as Forças Armadas devem garantir a constituição, não devendo participar de disputas ou manifestações políticas.
A presidente da comissão de Direitos Humanos da OAB no Pará, Juliana Fonteles, considera a convocação lamentável. Segundo ela, o período que sucedeu o golpe militar de 1964 foi marcado por um regime de exceção, simbolizado por perseguições e restrições à sociedade civil.
"Temos que manter o estado democrático de direito. A OAB tem que fazer com que a constituição seja cumprida. O nosso lado é da defesa da dignidade humana. O golpe de 1964 foi um período sangrento para o país. Diversas pessoas foram presas e torturadas. Essa convocação é lamentável", afirma.
Segundo ela, essa convocação representa uma subversão de valores do que representou a ditadura para a história do país. "Isso que acontece é furto de uma conjuntura internacional. Vivemos uma crise humanitária de valores. Isso é intensificado porque o povo não tem educação. Essa postura de agora é falta de esclarecimento. A maioria das pessoas que fazem alusão ao golpe não sabem o que aconteceu", declara.
A recomendação foi feita nos seguintes estados:
  • Amazonas
  • Bahia
  • Distrito Federal
  • Goiás
  • Maranhão
  • Minas Gerais
  • Mato Grosso do Sul
  • Mato Grosso
  • Pará
  • Paraíba
  • Pernambuco
  • Rio de Janeiro
  • Rondônia
  • Rio Grande do Sul
  • Rio Grande do Norte
  • Sergipe
  • São Paulo
  • Tocantins
  • Espírito Santo
O golpe militar que depôs o então presidente João Goulart ocorreu em 31 de março de 1964. Com o golpe, iniciou-se no Brasil uma ditadura que durou 21 anos, até 1985. No período:
>> não houve eleição direta para presidente;
>> o Congresso Nacional chegou a ser fechado;
>> mandatos foram cassados;
>> houve censura à imprensa;
>> segundo a Comissão da Verdade, mais de 400 pessoas foram assassinadas ou desapareceram.
O Ministério da Defesa afirmou em nota oficial que "cinquenta e cinco anos passados, a Marinha, o Exército e a Aeronáutica reconhecem o papel desempenhado por aqueles que, ao se depararem com os desafios próprios da época, agiram conforme os anseios da Nação Brasileira. Mais que isso, reafirmam o compromisso com a liberdade e a democracia, pelas quais têm lutado ao longo da História".

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